Trump quer cortar compra de petróleo ao Irão

Sanções visam impedir a exportação de petróleo e restringir o setor bancário iraniano. Teerão avisa que advirão "graves consequências para a ordem mundial".

Um novo conjunto de sanções ao Irão, que incidem nos setores bancário e de energia vai entrar em vigor no dia 5 de novembro, com o presidente dos EUA, Donald Trump, a querer cortar na totalidade as compras de petróleo à República Islâmica.

Em agosto, Washington tinha reintroduzido sanções contra o o Irão, proibindo o uso do dólar, entre outras restrições, depois de Trump ter retirado os Estados Unidos de um acordo internacional, em 2015, que levantara sanções em troca de limitações para o programa nuclear iraniano.

Em resposta, as autoridades iranianas advertiram que as sanções terão "graves consequências" para a ordem mundial.

"Infelizmente, um país que desrespeita a lei (os Estados Unidos) busca punir um país (Irão) que está a cumprir a lei... Esse método terá graves consequências para a ordem mundial", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, Mohammad Javad Zarif durante uma visita a Istambul.

No entanto, acrescentou Zarif, "os americanos não atingiram seus objetivos ao impor sanções ilegais contra o Irão".

Teerão diz que cumpriu integralmente o acordo nuclear e que o seu compromisso foi repetidamente confirmado pela Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA).

"A comunidade mundial enfrentou as sanções dos EUA", disse Zarif, depois de uma reunião trilateral entre Irão, Turquia e o ministro dos Negócios Estrangeiros do Azerbaijão.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Bahram Qasemi, também acusou Washington de lançar uma "guerra psicológica" contra Teerão, ao impor "sanções desumanas e de confronto" para prejudicar a economia iraniana.

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, afirmou no Twitter que a economia iraniana está em declínio, consequência de "o regime roubar o seu povo e investir em Assad em vez de criar empregos para os iranianos dão cabo da economia."

O rial, a moeda do Irão, perdeu 70% do valor neste ano.

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