Trump propôs encontro com Putin

Yuri Ushakov, assessor de assuntos internacionais do presidente russo, disse que ainda nada foi feito para uma possível reunião entre Putin e Trump. A 20 de março, o presidente dos EUA propôs um encontro na Casa Branca

O Presidente norte-americano, Donald Trump, propôs ao seu homólogo russo, Vladimir Putin, um encontro na Casa Branca quando falaram por telefone no passado dia 20 de março, afirmou hoje o conselheiro do Kremlin, Yuri Ushakov.

"Durante a sua conversa telefónica, foi o próprio Trump que propôs um encontro", declarou Ushakov à imprensa.

"Trump propôs organizar este encontro em Washington, na Casa Branca", precisou, adiantando, no entanto, que depois as "relações bilaterais se deterioraram mais uma vez" com as expulsões recíprocas de diplomatas relacionadas com o envenenamento do ex-espião russo Serguei Skripal em Inglaterra.

O ex-espião duplo de origem russa Serguei Skripal, de 66 anos, e a sua filha Yulia, de 33 anos, foram encontrados inconscientes a 4 de março em Salisbury, no sul de Inglaterra, após terem sido envenenados com um componente químico que ataca o sistema nervoso.

O Reino Unido atribuiu o envenenamento à Rússia, que tem desmentido todas as acusações e exigido provas concretas sobre esta alegação.

A crise diplomática originada pelo envenenamento do antigo espião Sergei Skripal e da sua filha Yulia já levou à ordem de expulsão de cerca de 300 diplomatas, segundo a contabilização da agência de notícias AFP.

Na sexta-feira, a Rússia chamou os embaixadores de 23 países para anunciar que receberiam uma retaliação idêntica à que haviam decretado contra os russos, o que eleva para mais de 300 os diplomatas afetados pela maior onda de expulsões diplomáticas da história

A 14 deste mês, o Reino Unido anunciou a expulsão de 23 diplomatas russos, uma manobra diplomática que foi seguida nos últimos dias por muitos países ocidentais, pela Ucrânia e pela NATO, o que afetou mais de 150 membros de representações diplomáticas da Rússia em dezenas de países.

Na sexta-feira, a Rússia chamou os embaixadores de 23 países para anunciar que receberiam uma retaliação idêntica à que haviam decretado contra os russos, o que eleva para mais de 300 os diplomatas afetados pela maior onda de expulsões diplomáticas da história.

Ainda na sexta-feira, já depois de ter decretado a saída de 23 britânicos, a Rússia disse que as autoridades do Reino Unido devem reduzir o seu pessoal na Rússia "em mais 50 pessoas" para que o número de saídas recíprocas fique equiparado.

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