Trump insiste: "Uma escola sem armas é um íman para pessoas más"

Trump explicou ideia numa série de mensagens no Twitter, em que garantiu apoio a medidas concretas, e acabou a elogiar a NRA

O presidente norte-americano Donald Trump voltou esta quinta-feira a insistir na ideia de armar alguns professores, como forma de acabar com os tiroteios e massacres em escolas. Trump especificou, no entanto, que se estava a referir a uma minoria de docentes, 20%, "com treino militar". "Professores/treinadores muito treinados, que gostem de armas, resolveriam o problema instantaneamente, antes de a polícia chegar", defendeu.

O esclarecimento, após as declarações de quarta-feira, veio numa série de mensagens publicadas no Twitter, em que Trump também revelou que vai apoiar o reforço da análise dos antecedentes de quem quer comprar uma arma, com foco na saúde mental, o aumento da idade para 21 anos e ainda a proibição dos dispositivos para converter armas em automáticas. "O congresso está com vontade de finalmente fazer algo sobre isto - espero", escreveu o presidente.

Quando ao plano para armar os professores, Trump defendeu novamente que seria uma forma de responder imediatamente "se um selvagem doentio entrar numa escola com más intenções". Segundo o presidente, os ataques às escolas duram em média três minutos, e são precisos cinco a oito minutos para resposta da polícia. Assim, ter professores com armas funcionaria como um elemento dissuasor.

Minutos depois Trump voltou ao Twitter para elogiar a associação que defende o direito a possuir armas nos EUA, dizendo que muitas pessoas não percebem, ou não querem perceber, que as pessoas que NRA (Associação Nacional de Armas, na sigla em inglês) são "Grandes Pessoas e Grandes Patriotas".

A discussão sobre armas voltou a estar no centro do debate político nos EUA depois de um novo massacre numa escola: 17 pessoas morreram na Marjory Stoneman Douglas High School, no dia 14 de fevereiro, assassinadas por Nikolas Cruz, de 19 anos, com uma AR-15 semiautomática, comprada legalmente. Os alunos da escola têm liderado o debate, insistindo que esta é a altura para tomar medidas.

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