Trump fala em "homem muito, muito doente" e recusa debater armas para já

"Falaremos das leis sobre as armas ao longo do tempo", disse o Presidente dos EUA aos jornalistas. Pelo menos 59 pessoas morreram e mais de 527 ficaram feridas no tiroteio

Donald Trump, Presidente dos EUA, disse esta terça-feira que o responsável pelo massacre ocorrido na madrugada de segunda-feira, em Las Vegas, era "um homem muito, muito doente", mas declinou chamar ao atentado, que foi até reivindicado pelo ISIS, terrorismo doméstico. Acrescentou também que a discussão sobre as leis que regulam a compra e uso de armas no país acontecerá mais tarde e não agora.

"Falaremos das leis sobre as armas ao longo do tempo", disse Trump aos jornalistas, na Casa Branca. Questionado sobre se o tiroteio foi um ato de terrorismo doméstico, acrescentou: "Ele era um homem doente, um homem demente. Com muitos problemas, imagino, e estamos a investigá-lo de forma muito, muito séria", acrescentou.

Donald Trump já tinha qualificado o ataque como "um ato de pura maldade".

Sobre o debate em torno das armas, e das leis que as regulam, já na passada segunda-feira a porta-voz da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders, referiu que "seria prematuro falar de política quando não conhecemos todos os factos". Alertou ainda para a tentação de "criar leis que não impeçam" este género de tragédias.

Momentos antes da divulgação desta declaração, as agências internacionais davam conta que alguns dos principais fabricantes de armas dos Estados Unidos estavam a registar fortes subidas nas bolsas norte-americanas.

Por exemplo, as ações de American Outdoor Brands, o nome atual do maior fabricante de armas do país que era anteriormente conhecido como Smith and Wesson, subiram 3,7% no índice Nasdaq, onde estavam a perder 25% do seu valor desde o início do ano.

Já os títulos de Sturm Ruger & Company, o quarto maior fabricante de armas dos Estados Unidos, dispararam cerca de 4,26 % na Bolsa de Nova Iorque (NYSE), onde estavam a cair quase 7% nos últimos 12 meses.

Pelo menos 59 pessoas morreram e mais de 527 ficaram feridas no tiroteio.

A polícia federal norte-americana (FBI) indicou que o autor do tiroteio - identificado como Stephen Paddock, um residente local de 64 anos -, não tinha qualquer relação com grupos terroristas.

Esta informação do FBI surgiu depois de o grupo extremista Estado Islâmico ter reivindicado o ataque, sem fornecer qualquer prova da sua alegação.

As autoridades ainda não identificaram qual foi o motivo do ataque, mas acreditam que o homem agiu sozinho. O homem matou-se depois do tiroteio.

Mais Notícias

Outros conteúdos GMG