Trump dá o dito por não dito: "Não disse para dispararem" sobre migrantes

Presidente norte-americano esclarece que não deu ordens para as tropas dispararem sobre os migrantes que causem distúrbios na fronteira com o México. "O que queria dizer é que vão ser presos se o fizerem"

Vinte e quatro horas depois da polémica "ordem" para disparar sobre quem lance pedras para tentar forçar a entrada nos EUA, Donald Trump recuou nas intenções e clarificou as palavras.

"Eles [os militares] não vão ter de disparar. O que eu não quero é que aconteça a mesma desgraça que aconteceu com as tropas no México, que foram apedrejadas na cara. Se eles [migrantes] fizerem isso aqui vão ser presos imediatamente. E por um longo período de tempo. Eu não disse shoot (atirar)", referiu esta sexta-feira o líder norte-americano.

Na quinta-feira, Donald Trump tinha afirmado aos jornalistas na Casa Branca que os militares enviados para a fronteira com o México, onde é esperada uma grande coluna de migrantes que têm atravessado a América Central rumo aos EUA, deveriam encarar qualquer pedra como se de uma arma de fogo se tratasse.

Para impedir que os migrantes centro-americanos entrem no país, mais de 7.000 militares estarão posicionados "até ao fim do fim de semana" nos estados norte-americanos fronteiriços com o México - Califórnia, Arizona e Texas -, indicou esta sexta-feira o Comando Norte do Exército Norte-Americano (Northcom).

É esse o comando militar que vai supervisionar a operação batizada como "Patriota Fiel", destinada a deter as caravanas formadas por milhares de migrantes, na maioria hondurenhos aos quais pelo caminho se juntaram guatemaltecos, salvadorenhos e outros, a fugir à miséria e à violência.

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