Trump inicia processo para declarar Brasil como aliado militar fora da NATO

O Presidente norte-americano iniciou quarta-feira o processo de declarar o Brasil como aliado militar estratégico dos EUA fora da NATO, através de uma notificação enviada ao Congresso.

Donald Trump anunciara em março a vontade de atribuir esse estatuto ao Brasil, durante a visita aos EUA do seu homólogo brasileiro, Jair Bolsonaro e que permite aprofundar a cooperação bilateral na área da defesa.

"Alerto-vos da minha intenção de designar o Brasil como aliado militar estratégico fora da NATO", que junta 29 países da América do Norte e da Europa, escreveu Trump na carta ao Congresso.

"Farei essa designação como um sinal de reconhecimento dos recentes compromissos do Governo do Brasil de aumentar a cooperação de defesa com os Estados Unidos, e consciente do nosso próprio interesse nacional em aprofundar a nossa cooperação de defesa com o Brasil", acrescentou Trump na breve mensagem.

De acordo com a lei dos EUA, o presidente deve notificar o Congresso pelo menos 30 dias antes de designar um país como um aliado militar estratégico fora do espaço da NATO - pelo que a concessão desse estatuto especial ao Brasil poderá produzir efeitos a partir de 07 de junho.

O Brasil irá tornar-se assim no segundo país latino-americano - a par da Argentina - e o 18.º do mundo a obter o estatuto de aliado militar estratégico dos EUA fora do espaço euro-atlântico.

Isso permite aos países beneficiários receber equipamentos militares excedentários e a realização de exercícios conjuntos com os EUA.

Trump, ao receber Bolsonaro na Casa Branca, admitiu negociar a entrada do Brasil na NATO - admitindo que "teria que conversar com muita gente" para conseguir esse objetivo.

A mensagem de Donald Trump ao Congresso revela a intenção de, pelo menos nesta fase, conceder apenas esse estatuto especial a um país lusófono cujo presidente é um admirador confesso do homólogo dos EUA.

O Presidente dos EUA também apoiou a campanha do Brasil para se juntar à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), considerado o clube dos países ricos. Este processo pode demorar anos, que Bolsonaro pretende agilizar com o apoio formal dos EUA.

A embaixada norte-americana no Brasil divulgou quarta-feira, no Twitter, uma nota que confirma o apoio dos EUA à adesão do Brasil como membro pleno da OCDE.

"Os EUA apoiam o Brasil a iniciar o processo de adesão para se tornarem membro pleno da OCDE. Conforme declaração conjunta de Donald Trump e Jair Bolsoanro, acolhemos do Brasil reformas económicas, melhores práticas e uma estrutura regulatória conforme os padrões da OCDE", escreveu a embaixada norte-americana no Brasil, na rede social Twitter.

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