Trump ameaça com "força esmagadora" e promete "obliterar" o Irão

Presidente dos EUA reagiu no Twitter a um comunicado do Irão no qual o presidente Rouhani garantiu que o reforço das sanções americanas contra o seu país prova que a Casa Branca está cheia de "deficientes mentais".

"O comunicado ignorante e ofensivo, divulgado hoje, só mostra que o Irão não entende a realidade. Qualquer ataque iraniano contra qualquer alvo americano terá como resposta uma força esmagadora. Em certas zonas, esmagadora vai significar a obliteração. Acabaram-se os John Kerrys e os Obamas", escreveu Donald Trump no Twitter.

O presidente dos EUA reagia assim a um comunicado do presidente iraniano no qual Hassan Rouhani criticava o reforço das sanções americanas contra o seu país na sequência do derrube pelos Guardas da Revolução iranianos de um drone americanos no estreito de Ormuz. Este foi um dos últimos episódios de uma escalada de tensão entre os dois países que culminou com Trump a travar um ataque militar americano contra o Irão poucos minutos antes de este ser lançado, na madrugada de sexta-feira.

As últimas sanções americanas têm como alvo o próprio Guia Supremo do Irão, o ayatollah Ali Khamenei. Segundo a Administração dos EUA, Khamenei usa a sua vasta fortuna para financiar os Guardas da Revolução, a unidade de elite das forças armadas iranianas. Para Trump, o ayatollah é "responsável em última instância pela atitude hostil do regime".

No comunicado, Rouhani considerou as sanções "idiotas e ultrajantes", sobretudo por visarem em homem que detém apenas um hoseyniyyeh [local de culto] e uma casa modesta". Para o chefe do Estado iraniano, a decisão de reforçar as sanções contra o Irão só prova que a Casa Branca está cheia de "deficientes mentais".

Para Trump, "a liderança iraniana não compreende as palavras 'simpatia' ou 'compaixão', nunca compreenderam. Infelizmente, a única coisa que compreendem é a Força e o Poder, e os EUA têm de longe as Forças Armadas mais poderosas do mundo, com 1,5 biliões de dólares investidos só nos últimos dois anos".

Na passada quinta-feira, depois da confirmação de que o Irão tinha abatido um drone americano - que, segundo Teerão, violou o espaço aéreo nacional, mas, de acordo com Washington, estava em espaço aéreo internacional -,Trump anunciou, como retaliação, um ataque contra três locais no Irão.

Porém, o ataque foi abortado, à última hora, segundo Trump para evitar um elevado número de mortos. "Não quero matar 150 iranianos. Não quero matar 150 pessoas de sítio nenhum, a não ser que seja absolutamente necessário", disse aos jornalistas, à saída da Casa Branca para um fim de semana na residência presidencial de Camp David.

Trump considera que o abate do drone foi "provavelmente intencional", mas, ao mesmo tempo, considerou "sábia" a decisão anunciada por Teerão de não abater um avião militar americano com 38 pessoas a bordo, que terá violado o espaço aéreo iraniano na mesma altura.

Uma semana antes do abate do drone, Washington acusara Teerão de ser responsável pelo ataque contra dois petroleiros, um norueguês e um japonês, terem sido foram alvo de ataques no estreito de Ormuz.

O clima de tensão entre o Irão e os Estados Unidos dura há bastante tempo, mas a crispação tem aumentado desde que Trump retirou os EUA, há um ano, do acordo nuclear internacional assinado, em 2015, entre os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança - EUA, Reino Unido, França, Rússia e China (mais a Alemanha) - e o Irão, restaurando sanções devastadoras para a economia iraniana.

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