Trump acha que os EUA são "burlados" pelos seus aliados

"Há muitos anos que somos desrespeitados, gozados e burlados por outros, que têm sido mais espertos", defendeu Trump

O aspirante à Presidência norte-americana Donald Trump disse hoje que não é um isolacionista, mas quer que os EUA deixem de ser "burlados" e de contribuir de forma desproporcional para organizações como a NATO ou a ONU.

Numa entrevista por telefone sobre política externa ao jornal The New York Times, Trump descreveu os Estados Unidos da América como um país devedor que financia de forma desproporcional organizações internacionais como a NATO ou as Nações Unidas.

O aspirante a candidato do Partido Republicano à Casa Branca nas eleições deste ano considerou ainda desequilibradas as relações bilaterais dos EUA com países aliados como o Japão, Coreia do Sul ou Arábia Saudita.

"Há muitos anos que somos desrespeitados, gozados e burlados por outros, que têm sido mais espertos, mais astutos e mais duros", afirmou, descrevendo a política externa que defende como "América em primeiro lugar".

"Não voltaremos a ser burlados. Vamos ser amistosos com toda a gente, mas não voltarão a aproveitar-se de nós", acrescentou.

Trump garantiu que retiraria as tropas norte-americanas que estão no Japão e na Coreia do Sul se os dois países não aumentassem as suas contribuições pela presença militar dos EUA.

O milionário considerou, por outro lado, uma "loucura e idiotice" que o Presidente norte-americano, Barack Obama, queira tirar do poder o Presidente da Síria, Bashar al-Assad, quando, em simultâneo, combate o grupo extremista Estado Islâmico.

"Não digo que Assad seja um bom homem, porque não é, mas o nosso maior problema neste momento não é Assad, é o ISIS [Estado Islâmico]", afirmou.

Trump disse que atacaria o Estado Islâmico cortando-lhe os canais de financiamento associados à venda de petróleo.

O milionário acrescentou que, "provavelmente", deixaria de comprar petróleo à Arábia Saudita, a menos que o país contribuísse militarmente para a luta contra o Estado Islâmico ou reembolsasse os Estados Unidos pelo envolvimento no combate aos terroristas.

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