"Os 20 reféns que foram encontrados mortos são estrangeiros"

Estado Islâmico reivindicou o ataque terrorista

O ataque reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico causou a morte de 20 cidadãos estrangeiros, depois de terem estado reféns durante a noite num restaurante do Bangladesh e terem sido agredidos até à morte, segundo um porta-voz do exército local.

"Os 20 reféns que foram encontrados mortos são estrangeiros", disse Shahab Uddin, um dos porta-vozes militares.

"A maior parte são italianos ou japoneses", acrescentou, sem dar mais informações.

"Recuperámos 20 corpos. A maioria foi brutalmente agredida até a morte com armas afiadas" acrescentou o porta-voz militar Ashfaq Nayeem Chowdhury.

A ofensiva lançada hoje naquele restaurante da capital, resultou ainda na morte de seis atacantes e no resgate de 13 reféns.

Os media locais revelaram que os atiradores entraram no restaurante Holey Artisan Bakery, popular entre diplomatas e estrangeiros, e começaram a disparar por volta das 21.20 (16.20 em Lisboa). Um funcionário do estabelecimento, que conseguiu fugir, contou à televisão Jamuna que os atiradores gritaram Allahu Akbar (Deus é grande, em árabe), quando lançaram o ataque, duas horas e meia após o pôr do sol - quando é permitido quebrar o jejum durante o mês do Ramadão.

"Alguns jovens descarrilados entraram no restaurante e lançaram o ataque", disse aos jornalistas Benazir Ahmed, responsável pelo batalhão de ação rápido, força de elite da polícia do Bangladesh.

A primeira-ministra do Bangladesh, Sheikh Hasina, diz estar determinada em erradicar o terrorismo no país, depois uma ofensiva das forças de segurança num restaurante da capital, onde extremistas fizeram mais de uma dezena de reféns.

"Foi um ato extremamente hediondo. Que tipo de muçulmanos é esta gente? Eles não têm qualquer religião", afirmou a primeira-ministra, num discurso na televisão.

"As pessoas têm de resistir a estes terroristas. O meu governo está determinado em erradicar o terrorismo e a militância do Bangladesh", sublinhou Sheikh Hasina.

O Bangladesh tem visto um aumento da violência ligada aos militantes islâmicos no último ano. Ateus e membros de minorias religiosas têm sido os alvos de ataques, muitos deles com machetes, no país de maioria muçulmana, onde vivem 170 milhões de pessoas. Ontem de manhã, funcionário de um templo hindu foi golpeado até à morte no sudoeste do país, num ataque que a polícia disse ter sido perpetrado por islamitas radicais.

Com Lusa

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