Tribunal ordena detenção provisória de pirata do ar egípcio

Egípcio será detido durante oito dias, para que as autoridades apurem os motivos que o levaram a desviar o avião da EgyptAir

Um tribunal cipriota ordenou hoje a detenção provisória, por oito dias, de um egípcio que, na véspera, desviou um avião da companhia aérea EgyptAir para a ilha de Chipre.

Estes oito dias vão permitir à polícia investigar o desvio do Airbus A320, que teve um desfecho sem incidentes para os 55 passageiros e tripulantes, libertados sãos e salvos.

A polícia indicou, no tribunal, que Seif al-Din Mohamed Mostafa, de 58 anos, podia ser acusado de desvio, rapto de pessoas para destino desconhecido, comportamento ameaçador e outros atos que violam a lei antiterrorista.

O egípcio não foi interrogado pelo tribunal, mas fez um "v" de vitória para os jornalistas, quando abandonava o tribunal num veículo policial, depois da audiência.

O pirata do ar convenceu a tripulação de que tinha um cinto de explosivos para obrigar o piloto a desviar o A320, que fazia a ligação Alexandria-Cairo, para Chipre, a cerca de 500 quilómetros das costas egípcias.

Ao longo de seis horas de tensão no aeroporto de Larnaca (sul), os 55 passageiros e tripulantes foram progressivamente libertados.

As autoridades cipriotas indicaram rapidamente que não se tratava "de um atentado terrorista", mas "de uma ação individual de uma pessoa psicologicamente instável". As exigências do pirata "não eram suficientemente lógicas para serem consideradas sérias", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros cipirota, Ioannis Kasulides.

O pirata do ar exigiu que a ex-mulher, uma cipriota com a qual teve vários filhos, fosse ao aeroporto para lhe entregar uma carta.

Seif al-Din Mohamed Mostafa viveu em Chipre até 1994.

As buscas efetuadas após o fim do incidente mostraram que não existia qualquer explosivo a bordo do avião ou com o sequestrador.

Parte dos passageiros regressaram ao aeroporto do Cairo a bordo de um aparelho enviado pelo governo egípcio.

O pirata do ar já tinha cumprido penas de prisão por diferentes delitos, incluindo tráfico de droga, de acordo com um responsável da polícia egípcia.

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