Treze funcionários das Nacões Unidas feitos reféns no Congo

Antigos rebeldes do Sudão do Sul retém 13 pessoas num campo de refugiados no leste do país

Antigos rebeldes do Sudão do Sul fizeram reféns 13 membros da missão das Nações Unidas num campo de refugiados no leste da República Democrática do Congo (RDC), anunciou hoje um responsável da ONU, sob anonimato.

De acordo com o mesmo responsável a organização está a negociar para tentar obter a libertação das 13 pessoas que integram a força de manutenção de paz das Nações Unidas na RDC (Monusco). "Podemos confirmar que alguns membros da Monusco estão atualmente retidos num campo por antigos combatentes, em Munigi, no leste da RDC", explicou a mesma fonte, acrescentando que "a missão trabalha para resolver a situação".

Os responsáveis das Nações Unidas não divulgaram as nacionalidades dos funcionários envolvidos na situação.

Cerca de 530 antigos rebeldes do Sudão do Sul, que fugiram dos combates na capital do seu país, Juba, vivem neste campo. Os antigos combatentes, que foram desarmados à chegada ao campo, exigem há meses serem transferidos para o Uganda, Quénia ou Etiópia.

A tomada de reféns ocorreu depois de oito combatentes terem sido repatriados para o Sudão do Sul, na sexta-feira.

Independente desde 2011, o Sudão do Sul mergulhou desde o final de 2013 numa guerra civil, que fez vários milhares de mortos e cerca de 3,5 milhões de deslocados.

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