Três sismos destroem o que Itália ainda estava a reconstruir

Imagens da destruição têm sido partilhadas na internet - incluindo o momento em que uma igreja de séc. XIV colapsa. Zona atingida é a mesma onde morreram 300 pessoas em agosto

Os três sismos que atingiram a Itália esta quarta-feira voltaram a deixar um rastro de destruição na mesma zona que foi severamente afetada por um terramoto a 24 de agosto. Até ao momento há registo de vários feridos mas nenhum morto, diz a Reuters, citando a proteção civil italiana.

Muitos dos edifícios históricos que conseguiram manter-se de pé durante o sismo que matou quase 300 pessoas há cerca de dois meses não resistiram aos abalos de 5,4, 6.1 e 4.9 na escala de Richter que se fizeram sentir na região das Marcas na noite de ontem, ou às dezenas de réplicas que se seguiram.

Imagens da destruição têm sido partilhadas nas redes sociais, incluindo o desabamento da Igreja de San Salvatore. Construída no séc. XIV em Campi, província de Perúgia, esta igreja faz parte do património histórico de que Itália se orgulha.

A igreja colapsou durante o segundo e também mais forte abalo, de 6,1 na escala de Richter, que começou às 21:18, hora local. Do monumento restaram apenas escombros.

O responsável dos bombeiros Rosario Meduri explicou à Reuters que o primeiro terramoto danificou muito os edifícios e que o segundo deu o golpe final - colapsaram.

O facto de o primeiro sismo ter sido mais fraco do que o segundo salvou muitas vidas

O epicentro do primeiro sismo foi entre as localidades de Terni e Perugia, na zona de Macerata, segundo a agência geológica dos EUA, às 19:11, hora de Roma. O segundo terramoto, aconteceu duas horas depois, e o terceiro por volta das 23 horas. Seguiram-se réplicas menores durante a noite.

O ministro do interior italiano Angelino Alfano disse esta quinta-feira na rádio que o facto de o primeiro sismo ter sido mais fraco do que o segundo salvou muitas vidas pois as pessoas saíram de casa antes do abalo mais forte.

Os sismos são provavelmente a continuação da atividade sísmica que começou em agosto, segundo Massimiliano Cocco do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia italiano.

Mais imagens e vídeos da destruição têm sido partilhados na internet, numa altura em que os italianos ainda recuperam do sismo de agosto que matou 295 pessoas e deixou cerca de 4500 pessoas desalojadas.

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