Tráfego aéreo de Lyon suspenso quatro horas por causa de automóvel na pista

Homem de 31 anos com problemas psiquiátricos obrigou à anulação de 50 voos

O aeroporto de Lyon, em França, teve de suspender o tráfego aéreo esta segunda-feira durante quatro horas porque um homem de 31 anos entrou na pista a conduzir um automóvel, tendo fugido dos carros-patrulha.

O homem, com "problemas psiquiátricos", acabou por ser cercado por carros-patrulha do aeroporto, tendo abandonado a viatura, fugindo a correr. No entanto, a situação inédita acabou com a sua captura e detenção.

Este incidente originou um ferido ligeiro, um mecânico que trabalhava num hangar, e obrigou a anular 50 voos.

O suspeito conduzia um Mercedes 350 cinzento de matrícula luxemburguesa, "manifestamente roubado", disse à imprensa, Marc Cimamonti, procurador da República de Lyon.

O homem foi detetado cerca das 9.30 horas a conduzir em contramão numa autoestrada entre Lyon e Chambéry. Foi perseguido pela polícia, recusou parar e, ao aproximar-se do aeroporto de aviação de negócios de Bron, a leste de Lyon, forçou as barreiras de segurança e regressou à autoestrada, dirigindo-se ao aeroporto de Lyon-Saint-Exupéry, sempre perseguido pela polícia.

Já no aeroporto, seguiu por uma estrada de serviço em direção ao terminal 1, estilhaçando duas portas de vidro à esquerda da entrada principal.

Num vídeo amador de um passageiro divulgado na internet, vê-se o automóvel atravessar um campo a grande velocidade, saltar uma barreira e entrar por uma das pistas do aeroporto.

Nesse momento, um veículo da polícia conseguiu obrigá-lo a parar, mas o homem fugiu da viatura a correr, acabando por ser apanhado pelas forças policiais. O homem não sofreu ferimentos e foi detido às 11.40 horas, quase duas horas depois do princípio do incidente.

O tráfego aéreo no aeroporto esteve totalmente interrompido entre as 10.30 e as 14.30 horas, o que levou à anulação de cerca de 50 voos. Segundo a direção do Saint-Exupéry, uma das pistas foi reaberta à tarde e o tráfego deverá estar normalizado em breve.

O homem não tem antecedentes criminais e não foi sinalizado por radicalização, segundo fonte policial, que acrescentou que sofre de "problemas psiquiátricos".

A Procuradoria de Lyon (centro-leste) abriu um inquérito, mas, explicou Cimamonti, não privilegia para já qualquer tese.

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