Torra quer mediação de Trump na Catalunha

Presidente da Generalitat escreveu ao primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez, pedindo uma reunião e uma mediação internacional sobre a Catalunha e, ao mesmo tempo, enviou cópias da carta a líderes internacionais, como o presidente dos EUA, da China, ao Papa Francisco e ao presidente do Conselho Europeu

Engana-se quem pensar que os independentistas catalães desistiram de internacionalizar o conflito. Quim Torra segue a mesma estratégia de Carles Puigdemont, o seu antecessor na presidência da Generalitat, a quem jurou fidelidade.

Torra escreveu uma carta, datada de 26 de setembro, ao primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, na qual pede uma reunião com o líder socialista e convida-o a autorizar o governo a iniciar uma mediação internacional sem pré-condições.

"Não se trata de conseguir a independência imediata", escreve o líder catalão na missiva, mas sim de cumprir a vontade dos catalães "através de um referendo legal, vinculativo e justo, em que ambas as partes se comprometam a acatar o resultado".

A carta, divulgada pelo jornal El Periódico de Catalunya, foi recebida pela Moncloa. Fontes diplomáticas citadas pelo mesmo jornal admitem a existência de um certo mal-estar por causa da pressão exercida para levar a questão catalã para um contexto internacional. Puigdemont já tentou, a nível europeu, até agora sem grande sucesso. Torra foi, por isso, mais além.

O presidente da Generalitat enviou cópias da carta em que pede uma mediação internacional para vários líderes internacionais, como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, da China, Xi Jinping, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, mas também para o Papa Francisco.

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