Torra ameaça paralisar a Catalunha se Supremo não absolver independentistas catalães

No aniversário da declaração falhada de independência na Catalunha, o atual presidente da Generalitat, Quim Torra, avisou que exige a absolvição dos 18 independentistas catalães que o Supremo Tribunal de Espanha decidiu esta semana levar a julgamento a partir do início do próximo ano

O presidente do governo autónomo catalão, Quim Torra, afirmou este sábado que a absolvição é o único resultado que aceitará do julgamento a que vão ser submetidos, pelo Supremo Tribunal espanhol, os 18 independentistas catalães acusados na sequência da organização do referendo ilegal sobre a independência da Catalunha a 1 de outubro de 2017.

Dos 18 acusado, oito deles estão presos, entre os quais o ex-vice-presidente da Generalitat e líder do partido Esquerda Republicana da Catalunha, Oriol Junqueras, há já mais de um ano. O julgamento anunciado esta semana por aquele tribunal terá previsivelmente início no começo do próximo ano de 2019.

"Voltar atrás não é uma opção. Não aceitarei outra sentença que não seja a absolvição total. Se houver condenações, irão enfrentar a determinação do 1 de outubro e do 3 de outubro", disse Quim Torra, numa mensagem televisionada, referindo-se ao referendo ilegal sobre o estabelecimento de uma República da Catalunha independente de Espanha, mas também aos protestos, aos confrontos e à greve de dois dias que se seguiram àquela consulta popular.

Torra, sucessor de Carles Puigdemont, que não está preso porque fugiu para a Bélgica, admitiu que a declaração unilateral da independência catalã "não correu como queríamos" por culpa da "máquina repressiva" do Estado espanhol. Assinalando um ano da declaração da independência, Torra sublinhou que esta tem "um mandato democrático do povo" da Catalunha e que este "tem direito à autodeterminação".

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