"Todos por Dilma". A "vaquinha" de apoio às viagens da presidente

Doações só podem ser realizadas por pessoas residentes no Brasil e prometem ser recompensadas com uma fotografia oficial autografada pela presidente brasileira afastada

"Jornada pela Democracia - Todos por Dilma" é o nome da campanha de crowdfunding lançada hoje por Guiomar Silva Lopes, 72 anos, e Maria Celeste Martins, 74 anos, para arrecadar os fundos necessários para que a presidente brasileira afastada possa viajar por todo o país, defendendo a tese de que está a ser vítima de um golpe.

Em duas horas, mais de 35 mil reais brasileiros (mais de 9 mil euros) já foram doados. O objetivo é a acumulação de 500 mil reais (pouco mais que 130 mil euros.)

Lopes e Martins conheceram Rousseff no início dos anos 70, em São Paulo, altura em que todas viviam na clandestinidade face à ditadura militar então vigente. Num vídeo de quase três minutos, as brasileiras salientam o "vínculo fortíssimo" que sentem em relação à presidente afastada e apelam à doação.

De acordo com um parecer da Casa Civil do governo interino de Michel Temer, Dilma Rousseff estava proibida de utilizar os aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) para outros percursos que não aquele que liga Brasília, capital do Brasil, a Porto Alegre, onde vivem alguns familiares da líder, relembra a Folha de São Paulo.

Esta sexta-feira, dia 24 de junho, a Justiça Federal do Rio Grande do Sul autorizou, contudo, o uso dos jatos oficiais para qualquer deslocação, desde que as viagens sejam pagas por Rousseff.

A campanha a decorrer na plataforma Catarse financiará essas deslocações. Só são aceites doações de pessoas residentes no Brasil e promete-se a quem contribua uma fotografia oficial autografada pela presidente brasileira.

Amanhã, dia 30 de junho, Dilma fará a primeira destas viagens, deslocando-se para um evento com simpatizantes do seu governo, em Belém, município do estado brasileiro do Pará.

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