Tinha VIH e não contou à amante. Ela morreu com a doença e ele foi preso

Homem está a ser acusado de homicídio, depois de ter contagiado amante com sida

Um homem casado de Ohio, Estados Unidos, foi preso e está a ser acusado de homicídio por não ter revelado à amante que era portador do VIH. O casal namorou durante cinco anos e tinha sexo desprotegido. A mulher, Kimberly Klempner, morreu em fevereiro com sida.

Ronald Murdock, de 51 anos, é também acusado de agressão criminosa e terá de pagar 1,5 milhões de dólares (1,3 milhões de euros) se quiser sair da prisão sob fiança, segundo a AP.

Ronald e Kimberly, também de 51 anos, tinham uma relação amorosa há cinco anos e o homem, que sabia que tinha sida, nunca revelou o estado de saúde à amante, segundo Josh Klempner, filho de Kimberly, citado pela AP.

O relatório da polícia diz que a mulher de Ronald contou a Kimberly que ele estava infetado com o VIH e que nessa altura Ronald negou, dizendo que era mentira.

Josh Klempner contou numa entrevista à ABC que a mãe descobriu que tinha VIH em 2015 e que quando contou ao companheiro ele não pareceu importar-se. Só mais tarde Kimberly descobriu que tinha sido infetada pelo namorado, quando encontrou medicamentos retrovirais na casa de Ronald.

"A minha mãe encontrou uns comprimidos, fez uma pequena pesquisa e descobriu assim", contou Josh.

"Quando ela descobriu já era demasiado tarde", continuou o filho de Kimberly. As autoridades determinaram que a causa da morte de Kimberly, em fevereiro deste ano, foram complicações decorrentes do VIH.

"Ela teria feito tudo por aquele homem", continuou Josh Klempner. "Não foi certo ele não revelar no princípio e dizer-lhe o que se passava". "A única pessoa com quem ele se importa é ele mesmo", continuou, revoltado.

Segundo a lei do estado de Ohio, os cidadãos são obrigados a contar aos companheiros se tiverem VIH ou sida, e podem ser julgados caso não o façam.

Mais Notícias

Outros conteúdos GMG