Testes a grupo que veio no mesmo voo que transportou portugueses da China deram negativo

Deram negativo os testes efetuados a um grupo de pessoas que chegaram a França provenientes da cidade de Wuhan, epicentro do surto de coronavírus, no segundo avião de repatriamento que também transportou os cidadãos portugueses que ontem chegaram a Lisboa.

Os testes para a presença de coronavírus feitos a cerca de 20 pessoas que chegaram a França num voo proveniente da China tiveram resultados negativos, disseram autoridades na segunda-feira.

No domingo, 254 pessoas chegaram a França provenientes da cidade chinesa de Wuhan, onde o vírus mortal foi detetado pela primeira vez, no segundo avião de repatriamento, que também transportou os cidadãos portugueses.

Trinta e seis pessoas a bordo apresentaram sintomas do coronavírus, disse a ministra da Saúde Agnes Buzyn no domingo. Dezasseis deles foram transportados de volta para seus respetivos países, mas cerca de 20 ficaram no aeroporto de Istres, no sul da França, para serem submetidos a mais testes. No grupo estavam cidadãos franceses e não europeus.

"Todos estes testes deram negativos e, portanto, todas essas pessoas puderam ir aos (dois) centros" no sul da França, onde vão permanecer em quarentena por 14 dias, disse esta segunda-feira o secretário de Estado da Saúde francês, Adrien Taquet, à BFMTV.

Os testes foram realizados nas "pessoas que quando embarcaram no avião apresentavam alguns sintomas", semelhantes aos de um resfriado, e "tiveram que ser verificadas quando o avião aterrou", disse Taquet.

O segundo voo de evacuação transportou pessoas de 30 nacionalidades diferentes, a maioria da Europa. Sessenta e cinco eram franceses e 20 portugueses

No avião de transporte C-130 da Força Aérea Portuguesa, que chegou no domingo à noite ao aeroporto militar de Figo Maduro, as pessoas que decidiram sair de Wuhan, foram acompanhadas por oito tripulantes e oito profissionais de saúde, incluindo uma equipa de sanidade internacional.

O Ministério da Saúde vai disponibilizar instalações onde os portugueses provenientes de Wuhan vão ficar em "isolamento profilático" voluntário, durante 14 dias, e fazer análises para despistar o novo coronavírus.

Durante esse período, não poderão receber visitas, mesmo que controladas.

"Por razões de segurança, para os próprios e para a comunidade, durante os próximos 14 dias, todo o grupo ficará em isolamento profilático. Esta opção fundamenta-se na fase epidérmica em que nos encontramos a nível internacional, fase de contenção, está em linha com o que está a ser realizado por outros países e contou com a aprovação dos nossos concidadãos", salientou a ministra da Saúde, Marta Temido, em conferência de imprensa após a chegada do avião.

Realizadas as zaragatoas, o grupo será dividido e permanecerá 14 dias em isolamento, tendo as autoridades optado por concentrar as 20 pessoas em Lisboa. Estes cidadãos serão distribuídos pelos hospitais Pulido Valente (13 quartos) e pelo Parque da Saúde de Lisboa (10 quartos no Curry Cabral), onde ficarão 14 dias de quarentena

O primeiro voo de repatriamento da China chegou a França na sexta-feira e o grupo está em quarentena num resort na costa do Mediterrâneo. Dois passageiros deste voo foram identificados como possivelmente infetados pelo coronavírus, mas os testes foram negativos.

Número de mortos provocadas pelo novo coronavírus subiu para 362

A porta-voz do governo, Sibeth Ndiaye, disse à France 2 que não há mais cidadãos franceses que solicitaram o repatriamento da China. Até o momento, a França regista seis casos de coronavírus.

Na última atualização, as autoridades chinesas indicaram esta segunda-feira que o número de mortes provocadas pelo novo coronavírus subiu para 362, depois de 56 pessoas terem morrido na China e uma nas Filipinas.

No seu balanço diário, a comissão de saúde da província de Hubei onde se situa Wuhan, a cidade onde começou o contágio, afirmou que foram registados 2829 novos casos de infeção no surto de pneumonia provocado pelo novo coronavírus.

Desde dezembro já surgiram 17 205 casos em toda a China da doença que levou a Organização Mundial de Saúde (OMS) a decretar uma emergência mundial e que já se espalhou a 20 países.

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