Tensão na fronteira do Camboja com o Laos

Hun Sen dá seis dias ao Laos para tirar tropas.

O primeiro-ministro do Camboja, Hun Sen, fez hoje um ultimato de seis dias ao governo do Laos pedindo que desocupasse a sua fronteira. O aviso foi dado numa cerimónia na capital Pnom Penh, depois de 30 soldados laocianos terem atravessado a fronteira em abril, segundo o jornal de Hong Kong South China Morning Post.

Hun Sen avisou que, caso o governo do Laos não acatasse o ultimato, iria avançar com a mobilização de tropas na zona fronteiriça na província de Stung Treng. O comando militar já recebeu ordem para movimentar o exército e de o equipar com rockets. Durante a cerimónia Hun Sen fez um apelo ao primeiro-ministro do Laos, Thonggloun Sisoulith, lembrando: "somos amigos, mas os amigos não nos podem pisar". O primeiro-ministro cambojano frisou também não querer declarar guerra. "Só queremos a nossa terra de volta", reportou a agência noticiosa britânica Reuters.

O Camboja e os vizinhos Laos e Vietname fizeram parte da Indochina francesa. Os três países são ainda governados por comunistas ou antigos comunistas, como é o caso de Hun Sen. Na zona fronteiriça do Laos com o Camboja há tráfico de drogas várias, incluindo heroína.

Hun Sen, primeiro-ministro desde 1985, é um veterano no palco político do país - sendo um dos governantes há mais tempo no poder no mundo.

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