Temer diz que é preciso pacificar o Brasil

Atual presidente do Brasil, Michel Temer, gravou vídeo, esta sexta-feira, por ocasião dos 30 anos da Constituição do país e lembrou que não há caminho fora das regras constitucionais

O atual presidente brasileiro, Michel Temer, do MDB, afirmou que, passada a disputa eleitoral, é preciso pacificar o Brasil. O chefe do Estado, que sucedeu a Dilma Rousseff, do PT, após o impeachment desta, divulgou esta sexta-feira um vídeo de quatro minutos por ocasião dos 30 anos da Constituição do Brasil.

"Terminada a disputa, é hora de pacificar o Brasil. Somos 208 milhões de pessoas. Somos firmes, reivindicadores, conscientes dos direitos e deveres. Mas somos acolhedores, tolerantes e defensores da pátria. Ao votar, saiba que você está dando uma procuração para que conduzam a sua casa maior, que é o seu país", afirmou, no vídeo divulgado no Twitter.

Temer, no Palácio do Planalto desde 31 de agosto de 2016, sublinha que não há caminho fora da Constituição e lembrou que o único senhor da República Federativa do Brasil é o povo brasileiro.

"Há exatos 30 anos, em 5 de outubro de 1988, o deputado Ulysses Guimarães promulgou a nova Constituição da República Federativa do Brasil. Sem rodeios, o texto determina que só há um senhor em nossa República: o povo", afirmou o presidente, sublinhando: "Nas palavras desse livro, estão escritos os caminhos seguros para o nosso futuro. Não existe caminho fora da Constituição".

Os brasileiros são chamados às urnas este domingo para eleger um novo presidente. Na frente da corrida estão o candidato do PSL Jair Bolsonaro e o candidato do PT Fernando Haddad. Estes poderão passar à segunda volta de dia 28. O ambiente político - e até mesmo social - é bastante crispado.

Bolsonaro, de extrema-direita, apelidado de fascista, foi vítima de uma facada no dia 6 de setembro em Juiz de Fora, num comício, tendo sido submetido a cirurgias. Já teve alta hospitalar. Porém, valeu-se da sua convalescença para não participar quinta-feira no último debate televisivo com os outros sete candidatos ao Planalto.

O candidato do PSL fez soar os alarmes ao afirmar que não aceitará outro resultado que não seja a sua própria vitória. No outro campo, em que Haddad teve que ser candidato porque Lula da Silva está na cadeia, o ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu afirmou que é só uma questão de tempo "para a gente tomar o poder". O dirigente do PT sugeriu ainda retirar o poder de investigação ao Ministério Público e restringir o poder do Supremo Tribunal Federal colocando-o ao nível de um Tribunal Constitucional.

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