Vitória para Sánchez. Supremo aprova exumação de Franco do Vale dos Caídos

A instância judicial rejeitou esta terça-feira o recurso apresentado pela família do general Francisco Franco, dando assim luz verde a uma das medidas estrela do governo de Pedro Sánchez em plena pré-campanha para as novas eleições de 10 de novembro.

O Supremo Tribunal espanhol deu aval para que os restos mortais de Francisco Franco sejam retirados do Vale dos Caídos e sejam transferidos para o cemitério de El Pardo. Com esta decisão, o tribunal rejeita um recurso apresentado pela família do ditador, dando luz verde a uma das medidas mais emblemáticas do governo de Pedro Sánchez, quando os espanhóis se preparam para voltar às urnas a 10 de novembro.

A 15 de março último, o Governo já tinha decidido exumar os restos mortais do antigo ditador, que estão no Vale dos Caídos, para o cemitério de Mingorrupio, na povoação de El Pardo, também nos arredores de Madrid. Aí o ditador ficará ao lado da sua mulher, Carmen Polo.

A decisão do Supremo foi tomada por unanimidade, com os juízes a rejeitarem o recurso da família que queria que se fosse exumado, o corpo fosse depois enterrado na cripta da catedral de La Almudena, onde a filha do ditador comprou uma sepultura.

A transferência do corpo devia já ter sido realizada em 10 de junho, mas o Supremo Tribunal espanhol decidiu suspender, de forma cautelar, o plano do Governo, enquanto não houver decisões sobre vários recursos apresentados, principalmente pela família do ex-ditador.

Os familiares estão contra a transferência do corpo e insistem que apenas poderiam considerar a exumação para a catedral de Almudena (Madrid), possibilidade que já tinha sido rejeitada pelo executivo. A família do ditador já anunciou que pretende recorrer da decisão do Supremo para o Tribunal Constitucional.

Para o Governo socialista, o corpo do ditador não pode ser transferido para qualquer local onde possa ser "enaltecido ou homenageado".

Francisco Franco foi um militar espanhol que integrou o golpe de Estado que, em 1936, marcou o início da Guerra Civil Espanhola, tendo exercido desde 1938 o lugar de chefe de Estado, até morrer em 1975, ano em que se iniciou a transição do país para um sistema democrático, com Juan Carlos como rei.

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