Supremacista branco que matou duas pessoas acusado de homicídio e crime de ódio

As duas vítimas, um jovem de 23 anos e um veterano do exército de 53, morreram quanto tentavam ajudar duas adolescentes

Um homem foi acusado de homicídio e de crimes de ódio depois de esfaquear três pessoas num comboio em Portland, quando estas tentaram impedir que continuasse a insultar duas adolescentes por parecerem muçulmanas. Duas vítimas, um jovem de 23 anos e um veterano do exército de 53, morreram.

Jeremy Joseph Christian, de 35 anos, tinha cadastro e era uma presença habitual nos comícios da chamada "alt-right" (extrema direita) em Portland. Nos últimos meses publicava e partilhava online material racista, antissemita e neonazi, mas antes disso já tinha tido problemas com as autoridades.

Apesar das ligações, as autoridades estão a reagir com cautela. "É muito cedo para dizer se o ataque de ontem à noite [sexta-feira] foi um ato de terrorismo doméstico ou uma crime de ódio federal", disse Loren Cannon, agente especial do FBI, em conferência de imprensa.

Christian foi abordado pelos bons samaritanos quando começou a gritar insultos étnicos e religiosos contra duas jovens, uma das quais usava um hijab. Ricky John Best, um veterano do exército de 53 anos, pai de quatro filhos, morreu no local depois de ter sido esfaqueado no pescoço. Taliesin Meche, de 23, morreu no hospital. A terceira vítima, Micah Fletcher, de 21 anos, foi hospitalizada com ferimentos graves.

A mãe de Meche partilhou no Facebook uma mensagem sobre o filho, recordando-o como "um herói" que morreu a proteger duas jovens de "um racista". A outra vítima mortal, Ricky John Best, deixa três filhos adolescentes e uma filha de 12 anos.

As duas mulheres, que tinham abandonado o local, entraram mais tarde em contacto com a polícia. A mãe de uma das jovens, Dyjuana Hudson, disse ao jornal jornal The Oregonian que a filha de 16 anos estava no comboio com uma amiga muçulmana, também adolescente. "Ele disse-lhe que os muçulmanos deviam morrer", contou.

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