Sul-coreanos que fumem marijuana no Canadá arriscam até 5 anos de prisão

Independentemente do país onde se encontrem, os cidadãos da Coreia do Sul estão sempre sujeitos à aplicação da lei da sua nação

As autoridades sul-coreanas reafirmaram, esta semana, que os cidadãos do seu país estão proibidos de utilizar marijuana para fins medicinais, mesmo em países onde a planta seja legal, como o Canadá. Quem não cumprir a orientação pode enfrentar até cinco anos de prisão.

"Os fumadores de erva serão punidos de acordo com a lei coreana, mesmo que o tenham feito em países onde a marijuana é legal. Não haverá exceção", afirmou Yoon Se-jin, o chefe da divisão de investigação de narcóticos da polícia provincial de Gyeonggi Nambu, citado pelo Korea Times.

A lei sul-coreana prevê que todos os cidadãos tenham de agir sempre ao abrigo da sua constituição, mesmo em território estrangeiro. Neste caso, não é conhecida a forma como as autoridades tencionam fiscalizar que a diretiva está a ser cumprida. O professor do departamento de administração policial da Universidade de Hannam em Daejeon Lee Chang-Hoon admite, citado pelo The Guardian, que as autoridades "não podem revistar todas as pessoas que visitam um país estrangeiro". "Mas a polícia mantêm uma lista negra que leva à supervisão de certos indivíduos", acrescenta.

A marijuana para fins medicinais foi legalizada, na semana passada, no Canadá. O país da América do Norte é segundo no mundo a tornar legal a planta; depois do Uruguai. Esta mudança de atitude do Governo canadiano preocupou as autoridades sul-coreanas por existirem cerca de 23 000 estudantes da Coreia do Sul no Canadá, segundo dados do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

A planta foi proibida na Coreia do Sul em 1976 pelo antigo presidente Park Chung-hee. Até então, a marijuana era muito usada no fabrico do tecido de cânhamo. Apenas a "marijuana indiana" estava banida por ser considerada um narcótico.

Atualmente, a Coreia do Sul tem uma política de intolerância a esta substância. Segundo o The Guardien, em 2015, foram feitas 12 000 detenções por posse de droga no país, que tem 50 milhões de cidadãos.

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