Suécia quer deixar de usar dinheiro vivo até 2030

A circulação de notas e moedas está a ser substituída pelos pagamentos com cartões eletrónicos e pela internet

A Suécia quer tornar-se o primeiro país a não usar dinheiro vivo. Grande parte dos pagamentos já são realizados por meios eletrónicos e até 2021 as moedas e notas deverão deixar de circular quase completamente, segundo as previsões do banco central do país. E nove anos depois serão completamente obsoletos.

Atualmente apenas 2% dos pagamentos na Suécia são feitos com dinheiro físico. As notas ou moedas foram progressivamente substituídas pelos cartões de crédito e débito, os pagamentos pela internet e as novas aplicações que permitem transferir dinheiro. Assim, desde lojas e museus, a vendedores de rua e no comércio informal, e até nas doações à igreja, todos aceitam cartão.

Segundo as previsões do banco central, em meia década este número vai descer de 2% para 0.5%, de acordo com o jornal sueco The Local. O porta-voz do banco central da Suécia, Fredrik Wange, afirmou, no entanto, que o desaparecimento do dinheiro vivo só está previsto para 2030, segundo a imprensa local.

Um estudo feito pela empresa Visa revelou que os suecos usam o cartão de crédito três vezes mais do que a maioria dos europeus. Um cidadão sueco fez, em média, 207 pagamentos por cartão em 2015.

Se por um lado as empresas de cartões eletrónicos e os bancos apoiam fortemente a medida e alguns argumentam que o uso exclusivo de cartões vai levar à diminuição dos assaltos, por outro, críticos relembram a dificuldade que será para alguns - como os idosos e pessoas com menor acesso à internet - a adaptação aos novos modos de pagamento. Além disso, uma sociedade em que todas as transações monetárias são feitas por via eletrónica está mais sujeita a ataques e fraudes digitais.

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