Mais de 80.000 fugiram de Ghouta oriental desde 09 de março

A maioria saiu da região através dos "corredores" criados pelas autoridades ou no âmbito de "acordos locais"

Mais de 80.000 pessoas fugiram desde 09 de março da região de Ghouta oriental, enclave rebelde nos arredores de Damasco, para zonas sob controlo rebelde ou em poder do regime sírio, informou esta terça-feira a Organização das Nações Unidas (ONU).

Um relatório do Departamento de Coordenação dos Assuntos Humanitários (OCHA) das Nações Unidas indica que a intensa ofensiva das forças governamentais lançada a 18 de fevereiro já causou 80.000 deslocados desde 09 de março.

A maioria saiu da região através dos "corredores" criados pelas autoridades, enquanto cerca de 13.000, quase todos combatentes e familiares, foram transportados para a província de Idleb (controlada quase na totalidade por rebeldes) no âmbito de "acordos locais", adianta o documento.

Em relação aos que foram para zonas nos subúrbios da capital síria sob controlo do governo de Bashar al-Assad, muitos estão em oito centros instalados em escolas, armazéns e outros edifícios e são alvo de um processo de investigação.

O OCHA indicou que pelo menos 22.982 deles já conseguiram autorização oficial para deixarem os centros, enquanto 50.722 continuam nos locais.

O organismo da ONU destacou que se desconhece o número exato de pessoas que continuam em Ghouta oriental, estimando-se que entre 20.000 e 25.000 se encontram nas zonas que mudaram de mãos e são agora controladas pelas forças governamentais.

Em Douma, a única zona da região que continua sitiada, calcula-se que existam entre 70.000 e 78.000 pessoas.

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