Seul diz que Pyongyang disparou dois "projéteis não identificados"

Os lançamentos são interpretados como tentativas para forçar Washington a aceitar as novas condições para o diálogo sobre o desarmamento que se encontra num impasse desde o início do ano.

A Coreia do Norte disparou esta quinta-feira dois projéteis não identificados para o mar, numa ação que aparentemente pretende pressionar os EUA a aceitar uma nova ronda de diálogo sobre o programa nuclear.

Os disparos foram detetados pelos militares da Coreia do Sul e pela Guarda Costeira do Japão, que fala no lançamento de um alegado míssil. O Ministério da Defesa do Japão indicou que este não chegou a entrar na sua zona económica exclusiva. A Coreia do Sul explicou que foram disparados dois projéteis.

O novo lançamento, a partir da província de Hamgyong Sul, surge depois de a Coreia do Sul ter recuado numa decisão de abandonar um pacto de partilha de informações com o Japão, um elemento central de um acordo de cooperação de segurança regional entre os dois principais aliados asiáticos dos EUA.

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, já reagiu. "O lançamento de vários mísseis por parte da Coreia do Norte representam um desafio sério não apenas para o Japão, mas também para a sociedade internacional", afirmou. "Vamos continuar em contacto com os EUA, a Coreia do Sul e a comunidade internacional para monitorizar a situação. Vamos aumentar a nossa vigilância para preservar a segurança e os bens dos japoneses", acrescentou.

O último ensaio da Coreia do Norte tinha sido a 31 de outubro, quando o regime de Pyongyang fez um lançamento de um rocket.

Os lançamentos são interpretados como tentativas para forçar Washington a aceitar as novas condições para o diálogo sobre o desarmamento que se encontra num impasse desde o início do ano.

Na segunda-feira, o líder norte-coreano, Kim Jong-un, visitou uma ilha e ordenou que as forças de artilharia praticassem disparos perto do limite das águas coreanas, cenários de vários confrontos navais sangrentos entre as duas Coreias no passado. Seul protestou contra os exercícios, dizendo que estes violam o acordo assinado no ano passado com o objetivo de diminuir a animosidade militar.

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