Serviços informáticos do Crédit Agricole deslocalizados para Lisboa

O banco vai reduzir os custos com o setor em cerca de 30 por cento. O centro abre em abril, na capital portuguesa

Vários bancos franceses já fizeram o mesmo: deslocaram serviços para Portugal devido aos custos salariais mais baixos. Desta vez foi o grupo Crédit Agricole que decidiu transferir parte de suas atividades do departamento de informática para Lisboa.

De acordo com o jornal Le Monde, o grupo vai instalar um centro europeu na capital portuguesa já a partir de abril, com vários serviços da área informática, que serão fornecidos por um provedor externo.

Esta deslocalização, que representa um investimento de cinco milhões de euros, não atinge só os funcionários do banco Crédit Agricole, mas também subcontratados, provedores de serviços de desenvolvimento de TI (Tecnologia Informática) localizados em França, dos quais o grupo bancário depende.

Esta nova organização "reduzirá os custos das missões terceirizadas até 30% após a amortização dos custos do projeto", diz um documento interno, citado pelo jornal francês. As empresas francesas de serviços de informática cobram em média 610 euros por dia, contra uma taxa estimada de 410 euros que será praticada pelo futuro centro operacional que será instalado em Lisboa.


Para justificar esta decisão aos representantes dos trabalhadores, o grupo bancário também apresentou "uma falta de técnicos de informática" em França. "O setor de TI bancário-financeiro perdeu atratividade desde 2008", enquanto a "qualidade dos perfis propostos" pelos prestadores de serviços está "corroída", diz o documento.

No futuro, o Crédit Agricole continuará a utilizar os fornecedores franceses, mas menos do que no passado, numa quebra que pode chegar aos 50 por cento, diz o Le Monde.

Exclusivos

Premium

Alentejo

Clínicos gerais mantêm a urgência de pediatria aberta. "É como ir ao mecânico ali à igreja"

No hospital de Santiago do Cacém só há um pediatra no quadro e em idade de reforma. As urgências são asseguradas por este, um tarefeiro, clínicos gerais e médicos sem especialidade. Quando não estão, os doentes têm de fazer cem quilómetros para se dirigirem a outra unidade de saúde. O Alentejo é a região do país com menos pediatras, 38, segundo dados do ministério da Saúde, que desde o início do ano já gastou mais de 800 mil euros em tarefeiros para a pediatria.