Sérvia vai tentar reunião do Conselho de Segurança sobre exército do Kosovo

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Sérvia, Ivica Dacic, disse esta sexta-feira que o país vai tentar conseguir uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU sobre a decisão do Kosovo de criar um exército.

O Parlamento do Kosovo aprovou esta sexta-feira por unanimidade dos 107 deputados presentes (em 120) a criação de um exército, uma decisão criticada pela maioria dos países europeus e que faz aumentar a tensão com a minoria sérvia e com Belgrado.

A Sérvia considera que a votação viola a resolução da ONU sobre o Kosovo aprovada no final da guerra de 1998-99, que incluiu a intervenção da NATO contra Belgrado.

Em 1999 o Kosovo foi declarado "protetorado internacional" pela ONU e a NATO passou a chefiar uma força militar multinacional (Kfor), que ainda se mantém no terreno com cerca de 4.500 militares.

Em 2008, o Kosovo declarou unilateralmente a independência, reconhecida pelos Estados Unidos e a maioria dos países ocidentais, ao contrário da Sérvia, Rússia ou China, que rejeitaram a declaração.

Dacic considerou que a formação de um exército pelo Kosovo é "a mais direta ameaça à paz e estabilidade na região e à segurança do povo sérvio".

Na quinta-feira, após conversações com o chefe da missão da ONU no Kosovo, o presidente sérvio, Aleksandar Vucic, considerou a decisão de Pristina "uma nova medida unilateral e provocatória" que aumenta as preocupações da Sérvia sobre o futuro dos sérvios do Kosovo, cerca de 120.000 dos perto de dois milhões de habitantes.

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, anunciou esta sexta-feira que a organização vai reavaliar o seu nível de compromisso com o Kosovo, lamentando a decisão tomada "apesar as preocupações manifestadas" pela Aliança Atlântica.

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