Separadas por uma avalanche, irmãs reencontram-se 30 anos depois

Avalanche provocada por erupção vulcânica dizimou uma cidade inteira. Jacqueline e Lorena Sanchez sobreviveram, sem saber do paradeiro uma da outra

Em 1985, o vulcão próximo da cidade de Armero, na Colômbia, entrou em erupção. As explosões violentas projetaram a lava que acabou por derreter os glaciares em torno, causando o deslizamento de terras e uma avalanche que matou cerca de 20 mil pessoas só naquela localidade, que à época tinha 29 mil habitantes.

Foi uma das erupções mais mortíferas do século XX, que dizimou uma cidade e deixou sem família grande parte dos sobreviventes. Jacqueline e Lorena Sanchez eram duas irmãs, ainda crianças, que no seguimento dos acidentes foram separadas, sem saber do destino uma da outra. Acabaram por ser adotadas por famílias diferentes e seguiram vidas distintas, sem esquecer os familiares com quem viviam antes da tragédia. Durante décadas procuraram-se e, finalmente, 30 anos depois, a busca foi bem-sucedida.

Segundo a BBC, o parentesco foi comprovado através de testes de ADN: semanas antes, Jacqueline vira nas redes sociais um vídeo com a sua irmã, Lorena, apelando a informações sobre eventuais sobreviventes da erupção vulcânica. Este tipo de iniciativa tem sido apoiado pela fundação Armando Armero, estabelecida para ajudar as vítimas da catástrofe.

"Foi maravilhoso e triste, porque só 30 anos depois da tragédia consegui descobrir o que acontecera à minha irmã", disse Lorena. As duas mulheres têm hoje 33 e 38 anos mas, apesar dos vários apelos, não têm qualquer informação sobre o paradeiro dos pais. Voltaram a encontrar-se na quinta-feira, em Bogotá, onde estiveram com as respetivas famílias.

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