Seis funcionários da Cruz Vermelha mortos pelo Estado Islâmico

Outros dois funcionários estão desaparecidos após ataque no Afeganistão

"Em choque e devastados", é assim que o Comité Internacional da Cruz Vermelha anuncia a morte de seis funcionários num ataque alegadamente perpetrado pelo Estado Islâmico no Afeganistão. O organismo anuncia ainda que outros dois funcionários estão desaparecidos.

As mortes ocorreram num ataque levado a cabo por homens armados na província de Jowzjan, no norte do país. As vítimas são de nacionalidade afegã.

Os funcionários seguiam num comboio humanitário que transportava mantimentos para as áreas atingidas por avalanchas quando foram atacados por homens armados alegadamente militantes do Estado Islâmico.

No mês passado um funcionário espanhol do Comité foi libertado menos de um mês depois de ter sido sequestrado por homens armados também no norte do Afeganistão, quando seguia com outros dois colegas, que foram imediatamente libertados.

O presidente da Cruz Vermelha Internacional, Peter Maurer, também se mostrou consternado com o incidente de hoje: "Devastado com as notícias que vieram do #Afeganistão".

"As minhas sentidas condolências às famílias daqueles que foram mortos - e daqueles que ainda estão desaparecidos", sublinhou ainda.

Os trabalhadores humanitários no Afeganistão têm vindo a tornar-se, cada vez mais, em baixas do conflito que opõe combatentes talibãs e outros grupos militantes às forças do Governo afegão e tropas internacionais.

Em abril de 2015 foram descobertos os corpos baleados de cinco trabalhadores afegãos da organização Save the Children. Tinham sido sequestrados na província de Uruzgan (sul).

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