Schäuble critica forma como Grécia tem lidado com crise de refugiados

Schäuble, que ao longo da crise da dívida grega entrou várias vezes em confronto com o governo helénico, volta agora a criticar o país

O ministro alemão das Finanças criticou novamente a Grécia, desta vez pela forma como o país está a lidar com a crise de refugiados e migrantes. Segundo Wolfgang Schäuble, a Grécia tem ignorado as regras que obrigam os migrantes a pedir asilo no primeiro país da União Europeia a que chegam.

Em causa está também a incapacidade grega para controlar as fronteiras, um problema que já levou a agência de controlo de fronteiras europeia Frontex a aceitar reforçar a sua presença até ao final do mês.

Schäuble, que ao longo da crise da dívida grega entrou várias vezes em confronto com o governo helénico, volta agora a criticar o país, dizendo que o tribunais alemães já decidiram várias vezes que que os refugiados não podem ser enviados de volta para a Grécia, porque não serão tratados de forma humana naquele país. "Os gregos não podem culpar os outros pelos seus problemas, também devem olhar para o que podem melhorar", disse, em declarações ao diário Bild am Sonntag.

O ministro alemão disse ainda que a Alemanha está disponível para aumentar despesas militares alemãs. "Devemos libertar mais meios para as iniciativas comuns de defesa europeias", referiu Schäuble

De acordo com o governante, a afluência recorde de refugiados na Europa implica um compromisso reforçado por parte da Alemanha "em matéria de política externa e de segurança", a fim de ajudar a União Europeia a "estabilizar" o Médio Oriente. "Isto vale igualmente para África", acrescentou.

"Em última análise, o nosso objetivo deve ser um exército europeu comum. Os meios afetos aos 28 exércitos nacionais poderão ser melhor utilizados se estiverem reunidos", afirmou Schäuble.

Em relação à distribuição dos requerentes de asilo na União Europeia, o ministro alemão apelou à indulgência dos países mais reticentes em acolher refugiados.

"Os países da Europa de Leste também devem acolher refugiados, mas menos do que a Alemanha [mais de um milhão só este ano]", defendeu Schäuble, sustentando que a Europa poderá sair "reforçada" da crise atual e deu "um passo importante" ao concordar em proteger as suas fronteiras externas.

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