Sarah Sanders admite erro sobre números de emprego de Obama. E pede desculpa

A porta-voz da Casa Branca disse aos jornalistas que Barack Obama criou 195 mil empregos para os afro-americanos durante os oito anos como presidente dos EUA. Na verdade, foram quase 3 milhões

Admitiu o erro e pediu desculpa. É raro, mas aconteceu. Na conferência de imprensa de terça-feira, a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, transmitiu aos jornalistas uma informação falsa ao afirmar que durante o mandato de oito anos de Barack Obama foram criados 195 mil empregos para afro-americanos e que o atual presidente dos EUA, Donald Trump, tinha triplicado o número. Nada mais errado. Segundo as estatísticas oficiais, a criação de emprego durante o mandato de Obama foi de quase três milhões.

"Quando o presidente Obama saiu depois de oito anos no cargo - oito anos no cargo - ele criou apenas 195 mil empregos para afro-americanos ", afirmou Sanders na referida conferência de imprensa. "No seu primeiro ano e meio, o presidente Trump já triplicou o que o presidente Obama fez em oito anos", assegurou aos jornalistas.

Horas depois, admitiu o erro no Twitter. "Correção do briefing de hoje [terça-feira]: os números de empregos para o presidente Trump e para o Presidente Obama estavam corretos, mas o prazo para Obama não", disse Sanders na rede social. "Sinto muito pelo erro, mas não peço desculpas pelos 700 mil empregos para afro-americanos criados sob o comando do presidente Trump", acrescentou.

Antes do raro pedido de desculpa de Sanders, o Conselho de Assessores Económicos da Casa Branca (CEA, na sigla em inglês) assumia o erro e publicou uma nova informação sobre o emprego de afro-americanos.

As estatísticas oficiais mostram que Trump não triplicou o número de Obama. Desde janeiro de 2017 - a presidência de Donald Trump começou a 20 de janeiro - até julho deste ano foram criados 700 mil empregos para afro-americanos.

O erro de Sanders aconteceu quando era questionada pelos jornalistas sobre a polémica à volta da antiga assessora de Trump, Omarosa Manigault Newman, que depois de ser despedida lançou um livro dos seus dias em Washington, Unhinged ("Desvairado"), e afirmou que existe uma gravação de Trump a usar a 'N-word', expressão que se refere à palavra nigger (preto), usada de forma insultuosa e depreciativa para referir pessoas de pele negra.

A porta-voz da Casa Branca disse que não podia garantir com certeza que Donald Trump nunca usou a designada 'N-word'. "Eu não estive em todas as reuniões."

Trump garantiu em mensagem divulgada na rede social Twitter que "nunca teve tal palavra no seu vocabulário".

Mas, mais tarde, na mesma rede social, Trump acabaria por chamar a sua antiga assessora de "cadela".

Exclusivos