Sánchez sobre a Catalunha: "Não haverá espaço para a impunidade"

O primeiro-ministro espanhol falou no final do Conselho Europeu, em Bruxelas. Defendeu a proporcionalidade da resposta do Estado à violência na Catalunha.

"A regra é clara: quem comete uma ilegalidade, responde", disse o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, em Bruxelas, no final do Conselho Europeu, referindo-se à situação na Catalunha, mostrando-se confiante de que a situação vai acalmar.

"Não haverá espaço para a impunidade frente aos acontecimentos violentos que temos visto na Catalunha", acrescentou o líder socialista, reiterando novamente que "ninguém é sancionado pelas suas ideias, só pelas suas ações". O primeiro-ministro falou numa "banalização da violência".

"O direito à manifestação deve ser exercido de forma absolutamente pacífico", acrescentou o primeiro-ministro, reiterando que aqueles que cometerem atos de violência serão identificados e levados à justiça. "Depois da sentença, convivência", defende Sánchez, alegando que não se pode reabrir um caminho que levou ao fracasso e à divisão da sociedade catalã. "A primeira coisa que tem que fazer o independentismo é reconhecer a outra parte da Catalunha", disse.

Em dia de greve geral na Catalunha, Sánchez fala da possibilidade de ativar o artigo 155.º da Constituição espanhola e suspender a autonomia desta comunidade autónoma. "É importante reivindicar a proporcionalidade. As leis permitem-nos aplicar medidas extraordinárias, mas é importante uma legitimidade social. A ponderação das medidas contribui para acalmar os ânimos e reconduzir a situação", referiu. "A proporcionalidade é um sinal de força."

Em relação ao mandado de detenção europeu que foi emitido pela justiça espanhola, pedindo a extradição do ex-presidente da Generalitat Carles Puigdemont, autoexilado na Bélgica, Sánchez disse apenas que o governo trabalha "para que se cumpra a lei dentro e fora das nossas fronteiras". Puigdemont entregou-se esta sexta-feira às autoridades belgas, que o deixaram em liberdade até à audiência, prevista para 29 de outubro.

Reações políticas

O líder do Partido Popular, Pablo Casado, exigiu já esta sexta-feira a Pedro Sánchez que atue "com urgência" na Catalunha, diante da violência nas ruas.

Já o líder do Ciudadanos, Albert Rivera, qualificou de "sabotagem geral" a greve geral desta sexta-feira, criticando o facto de o governo ter dito que se pode ir à Catalunha porque não está a acontecer nada.

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