Sánchez aceita reunir com Torra após ser investido primeiro-ministro

Palácio da Moncloa diz que encontro acontecerá como com todos os outros líderes autonómicos.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, aceitou reunir-se com o presidente da Generalitat, Quim Torra, depois de ser investido chefe de governo, da mesma forma que reunirá com os outros líderes autonómicos.

A versão do que terá sido dito no telefonema entre ambos, que durou 15 minutos, difere consoante a fonte. Segundo o governo catalão, Sánchez terá reconhecido "a natureza política do conflito", como já tinha feito numa reunião no Palácio da Moncloa ainda em 2018.

Além disso, Torra terá reiterado a Sánchez que a solução para o conflito passa pelo exercício do direito à autodeterminação e o "fim da repressão", assim como a libertação dos que considera presos políticos. E criticou o líder socialista pela "falta de cortesia institucional" que tem demonstrado, recusando atender os seus telefonemas.

Segundo a Generalitat, Sánchez teria ainda aceitado uma reunião com Torra "o quanto antes", mas o palácio da Moncloa esclareceu que o líder socialista condicionou tal encontro à sua investidura como chefe de governo (está dependente da abstenção dos independentistas da Esquerda Republicana da Catalunha) e dentro da ronda de encontros que terá com todos os líderes autonómicos.

No telefonema, Sánchez terá expressado ainda o seu desejo de que a próxima legislatura seja "a legislatura do diálogo" e que se possa "reduzir a tensão territorial".

O telefonema com Torra faz parte de uma ronda de contactos telefónicos que Sánchez está a fazer com os presidentes autonómicos, tendo começado com o lehendakari (líder do governo basco) Íñigo Urkullu.

Ao mesmo tempo, a porta-voz dos socialistas no Congresso, Adriana Lastra, esteve reunida com os representantes dos vários partidos com assento parlamentar, incluindo os bascos do EH Bildu. Estes pediram uma revisão da política de prisões que afeta os presos da ETA.

Antes, Lastra tinha reunido com o Más País e com os seus sócios Compromís (Valência), que estão abertos a votar favoravelmente à investidura de Sánchez.

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