Ryanair debaixo de fogo por não expulsar passageiro racista de avião (com vídeo)

Homem insultou violentamente passageira negra e não foi expulso do aparelho. Caso gerou onda de críticas à companhia aérea, que garante ter reportado o ocorrido às autoridades

A Ryanair está a ser muito criticada pela forma como geriu um incidente ocorrido pouco antes da descolagem de um voo Barcelona/Londres, em que um homem chamou: "Sua preta, feia, bastarda" a uma passageira que estava sentada na sua fila e não só não foi expulso do avião como acabou por ser a vítima a ser mudada para outro lugar.

Num vídeo publicado no YouTube por outro passageiro, que apanha a discussão já em curso, vê-se o homem a insistir com a mulher para que se mova rapidamente para lhe dar passagem. A filha da mulher explica-lhe que ela tem uma deficiência que a impede de se mover mais depressa, mas o homem declara "não querer saber" se ela é deficiente ou não, disparando num conjunto de insultos, nomeadamente racistas, contra a mulher, de 77 anos. Esta, no meio da discussão, também lhe terá respondido que ele "cheira mal".

A forma como o incidente foi gerido pelo pessoal de cabine, com um assistente de bordo a pedir delicadamente ao homem para "não ser tão rude" e, mais tarde, com a decisão de o manterem a bordo e de transferirem a passageira para outro lugar, gerou uma chuva de críticas à transportadora aérea.

A maioria dos comentários, além de criticarem a atitude do homem em causa, questionava porque não tinha a tripulação decidido expulsá-lo imediatamente do avião e entregá-lo às autoridades.

A Ryanair já veio dizer que "não tolera" comportamentos agressivos a bordo e que está ciente do vídeo publicado na Internet, tendo dado conhecimento do mesmo às autoridades.

Mas estas explicações não convenceram a opinião pública, com muitos a questionarem porque é que a companhia só agiu depois da divulgação do vídeo, não tendo tomado qualquer atitude em relação ao agressor nem durante os incidentes nem imediatamente após os mesmos

Alguns políticos também já se pronunciaram sobre o caso, com David Lammy, deputado do partido Trabalhista a instigar ao "boicote" à Ryanair "se esta pensa que está tudo bem quando um homem racista abusa [verbalmente] de uma mulher negra idosa e permanece no avião".