Rodrigo Duterte: "Se tenho filhos envolvidos no tráfico de droga, matem-nos"

Um filho de Duterte foi acusado de ser membro de uma organização criminosa dedicada ao tráfico de metanfetaminas

Rodrigo Duterte afirmou que o seu filho será morto se as acusações de narcotráfico contra ele forem verdadeiras. O presidente das Filipinas sublinhou ainda que o polícia que matasse Paolo Duterte seria protegido contra qualquer acusação. Recorde-se que Duterte ganhou as eleições prometendo uma campanha sem precedentes para erradicar o consumo e tráfico de droga, campanha esta que implicaria a morte de consumidores e traficantes.

Num discurso realizado na quarta-feira perante trabalhadores do Governo, Rodrigo Duterte não se referiu especificamente às acusações feitas entretanto ao filho Paolo, mas reiterou a declaração que havia feito durante a campanha eleitoral no ano passado. O presidente filipino frisara então que nenhum dos filhos estava envolvido em narcotráfico, mas caso algum estivesse, enfrentaria o castigo mais severo: a morte.

"Já tinha feito o meu pedido antes: se tenho filhos envolvidos no tráfico de drogas, matem-nos, para que as pessoas não tenham nada a dizer", afirmou Duterte, em declarações citadas pelo The Guardian .

"Disse a Pulong [alcunha do filho Paolo]: o meu pedido será para te matarem se fores apanhado. E irei proteger o polícia que te matar, se for verdade", acrescentou o presidente.

Paolo Duterte, de 42 anos, negou as acusações feitas por um deputado da oposição, que o acusava de ser membro de uma organização criminosa chinesa e de estar implicado no contrabando de grandes quantidades de metanfetaminas provenientes da China.

Depois de assumir a presidência, Duterte já veio dizer que ficaria "feliz em matar" três milhões de toxicodependentes, admitindo que as crianças mortas na guerra contra as drogas são "danos colaterais". E insistiu que nunca instruiu a polícia a fazer nada ilegal e que estes só devem matar em autodefesa.

As autoridades já terão matado mais de 3800 pessoas em operações antidroga, mas há relatos da morte de milhares de filipinos em circunstâncias inexplicáveis.

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