Retiradas últimas armas químicas da Líbia

Os depósitos de armas químicas foram retirados e vão ser destruídos. A presença do Estado Islâmico na Líbia foi uma das motivações

As últimas armas químicas que restavam do regime do ex-Presidente líbio Muammar Kadhafi foram transportadas no sábado para a Alemanha num navio dinamarquês sob a supervisão da ONU, indicou hoje um responsável líbio da área da segurança.

Os 23 depósitos de armas químicas foram retirados a partir do porto de Misrata, na costa líbia, precisou o mesmo responsável, saudando o facto de a Líbia estar livre deste tipo de armas.

"Não queremos essas armas, especialmente na atual situação de segurança e por causa da presença do grupo [extremista] Estado Islâmico (EI) na região", onde estava armazenado o arsenal de armas químicas, disse o representante.

"Todas as armas químicas foram retiradas do país", afirmou igualmente, em declarações à agência noticiosa francesa AFP, um dos vice-primeiros-ministros do governo da União Nacional líbio (GNA), reconhecido pela comunidade internacional, Moussa el-Koni.

O Conselho de Segurança da ONU adotou em finais de julho uma resolução que visava ajudar a Líbia a livrar-se do seu arsenal de armas químicas, incluindo o transporte das armas para fora do país.

Temendo que as armas fossem tomadas por grupos armados extremistas, o GNA propôs um programa de destruição à Organização para a Interdição das Armas Químicas (OIAC) e pediu ajuda às Nações Unidas para a respetiva aplicação.

Em meados de agosto, o governo da Dinamarca ofereceu meios para transportar as armas químicas.

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