Republicano sem provas de alegadas escutas de Obama

Líder de comissão de investigação diz que alegações feitas por Trump são muito sérias e garante que vai descobrir se são verdade

O congressista republicano que lidera a Comissão de Supervisão da Câmara dos Representantes, o maior órgão de investigação do Congresso, afirmou ontem não ter visto qualquer tipo de provas que sustentem que Barack Obama ordenou a colocação de escutas na Trump Tower, como alegou em vários tweets Donald Trump no passado sábado.

"Até ao momento, não vi nada diretamente que suporte o que o presidente disse", declarou ontem Jason Chaffetz em entrevista ao programa CBS This Morning. "Mas como já aprendi há muito tempo vou manter os meus olhos abertos. Nunca se sabe quando se dobra uma esquina o que vamos ou não ver", acrescentou.

No sábado, Donald Trump usou o Twitter para, numa série de mensagens, acusar Barack Obama de o colocar sob escuta nos últimos dias da campanha. "Terrível! Acabo de descobrir que Obama me pôs sob escuta na Trump Tower mesmo antes da vitória. Nada foi encontrado. Isto é mccarthismo!", escreveu o agora presidente, comparando os alegados métodos de Obama aos do senador Joseph McCarthy que nos anos 1950 protagonizou a perseguição aos comunistas que ficou conhecida como "caça às bruxas".

"São alegações muito sérias. O presidente tem à sua disposição dezenas de milhares de milhões de dólares em serviços de informações", prosseguiu o republicano. "Tenho de acreditar, penso que ele tem alguma coisa, mas se não tiver, nós vamos descobrir", garantiu Chaffetz.

A Casa Branca pediu ao Congresso, controlado pelos republicanos, para analisar, como parte da investigação em curso sobre a alegada interferência da Rússia nas eleições, se Obama abusou da sua autoridade.

O diretor do FBI, James Comey, por seu turno, pediu ao Departamento de Justiça para rejeitar as alegações de escutas feitas por Trump, pois eram falsas e deveriam ser retificadas. Algo que até agora não foi feito. Ontem, fonte da Casa Branca disse à Reuters estar certo de que Trump ainda não falou com Comey sobre este assunto.

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