Republicano Paul Ryan tenciona manter-se na Câmara dos Representantes

Paul Ryan não fez campanha por Trump, com quem mantém uma relação tensa. Trump disse-lhe que os dias dele na Câmara dos Representantes estavam contados

O republicano Paul Ryan anunciou esta quarta-feira que tenciona manter-se à frente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, tendo reconhecido a "vitória incrível" de Donald Trump nas eleições presidenciais.

Durante a campanha eleitoral, Paul Ryan manteve uma relação tensa com Trump, tendo mesmo recusado fazer campanha pelo candidato presidencial do Partido Republicano.

Donald Trump reagiu na mesma moeda e, na reta final da campanha, garantiu que os dias de Ryan à frente da câmara baixa do Congresso americano estavam contados.

Agora que o candidato republicano foi eleito Presidente, Ryan surgiu num tom mais conciliador do que o habitual, assinalando que a vitória de Trump "assinala a rejeição do 'status quo' das políticas progressistas fracassadas" seguidas pela Administração de Barack Obama, nos últimos oito anos.

"Estamos ansiosos por trabalhar a par com a nova Administração, para avançar com medidas que melhorem a vida dos americanos", garantiu Ryan.

"Tivemos excelentes conversas sobre a forma como poderemos trabalhar juntos durante a transição" entre a Administração Obama e a Administração Trump, adiantou.

"Foi uma grande noite para o nosso partido, mas agora temos de nos focar em unir o país", considerou o congressista eleito sete vezes consecutivas para a Câmara dos Representantes, pelo estado de Wisconsin, onde, contra todos os prognósticos, os republicanos venceram a eleição de 8 de novembro.

Contra o que previam as sondagens, Donald Trump, o polémico magnata do imobiliário, venceu as eleições de terça-feira, obtendo 289 votos no colégio eleitoral, contra os 218 conquistados pela adversária democrata, Hillary Clinton.

O Partido Republicano terá, a partir de 20 de janeiro de 2017, data da tomada de posse, um Presidente e o controlo do Congresso (Câmara dos Representantes e Senado).

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