Refugiados proibidos de frequentar piscina municipal

Presidente da câmara de Bornheim, Wolfgang Henseler (do SPD), diz que " depois de Colónia tudo mudou"

Refugiados do sexo masculino foram proibidos de frequentar a piscina coberta da cidade de Bornheim, localizada a 23 quilómetros a sul de Colónia, onde na noite da Passagem de Ano dezenas de mulheres foram alvo de agressões sexuais por cerca de um milhar de homens.

A medida foi aplicada em Bornheim na sequência de queixas de assédio sexual apresentadas por algumas utentes e funcionárias da piscina municipal às autoridades.

De acordo com o responsável pelos Serviços Sociais e vice-presidente da cidade, Markus Schnapka, o município decidiu bloquear o acesso porque cada vez mais utentes do sexo feminino se queixavam do constante assédio por parte de homens provenientes de um centro de acolhimento a refugiados localizado nas proximidades da piscina. Apesar das queixas, não houve, até agora, registos de qualquer ocorrência.

A cidade de Bornheim anunciou que a interdição será levantada assim que os serviços sociais responsáveis pelos refugiados assegurarem que os homens estão preparados para se comportar de uma forma considerada exemplar. "Assim que os nossos trabalhadores confirmarem que eles perceberam a mensagem iremos retirar a medida" assegurou Schnapka.

Estão ainda previstas na cidade sessões de informação, nos abrigos para os refugiados, para explicar os valores e princípios de uma sociedade regida pela igualdade entre os sexos.

O Gabiente Federal para as Migrações e Refugiados desenvolveu, juntamente com o Goethe-Institut e o Gabinete Federal de Emprego e Radiodifusão, uma aplicação para smartphones destinada a "ajudar" os refugiados nos primeiros passos dentro do país. Nela estão incluídas regras de convivência básicas, um curso de alemão e muitas informações destinadas a esclarecer dúvidas dos recém-chegados e evitar um choque entre culturas.

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