Reféns de piratas comeram ratos para sobreviver. Foram libertados após quatro anos

Dois dos membros da tripulação terão morrido durante o cativeiro e um outro morreu durante o sequestro da embarcação

A China confirmou na segunda-feira a libertação de 26 marinheiros asiáticos, entre os quais dez oriundos do continente chinês, após quatro anos e meio mantidos em cativeiro por piratas da Somália numa pequena vila de pescadores. Os marinheiros contaram à BBC que tiveram de comer ratos para sobreviver em cativeiro.

Oriundos da China, Filipinas, Camboja, Indonésia, Vietname e Taiwan, foram capturados em março de 2012, quando o navio de pesca taiwanês FV Naham 3 seguia para as ilhas Seychelles.

O filipino Arnel Balbero disse ainda à BBC que tinham acesso a pequenas quantidades de água e que depois de um par de anos em cativeiro se sentiam quase "mortos-vivos". "Comíamos qualquer coisa. Quando tens fomes, comes."

Este fim de semana chegaram a Nairobi, após os raptores terem recebido um resgate no valor de 1,5 milhão de dólares, segundo o representante dos piratas nas negociações, Bile Hussein. Nenhum dos países de origem dos marinheiros confirmou o pagamento daquele valor.

Segundo o comunicado difundido pela porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros, Hua Chunying, dez dos marinheiros são chineses.

A tripulação do FV Naham 3 foi resgatada este fim de semana "através de múltiplos esforços", refere a mesma nota, sem avançar mais detalhes.

Dois dos membros da tripulação terão morrido durante o cativeiro e um outro morreu durante o sequestro da embarcação, segundo informações difundidas na imprensa chinesa.

As Nações Unidas classificam a pirataria na costa da Somália como uma ameaça à navegação e a região é patrulhada por navios dos países membros da NATO, da China e da Índia.

Desde 2013 que não há registo de sequestros.

A maioria dos reféns são oriundos de navios mercantes, mas algumas famílias da Europa foram também raptadas quando viajavam em iates.

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