Refém do voo da EgyptAir pediu uma foto ao pirata do ar. E ele aceitou

Britânico de 26 anos decidiu que "não tinha nada a perder"

Um dos passageiros que ontem embarcou no voo da EgyptAir com destino ao Cairo, e que acabou por aterrar em Chipre devido à ação de um pirata do ar, decidiu pedir ao responsável pelo desvio do avião que tirasse uma fotografia consigo. Contra todas as expectativas, o homem acedeu e deixou-se fotografar ao lado do próprio refém, esboçando até um sorriso.

A imagem foi partilhada nas redes sociais e mostra o britânico de 26 anos ao lado do sequestrador, sendo visível o cinto de explosivos - que depois se provou ser falso - no tronco do indivíduo. Naquela altura, porém, ninguém a bordo do avião sabia que a bomba era uma fraude, mas isso não demoveu Ben Innes, um inspetor de higiene e segurança que estava no Egito em trabalho. "Não sei bem porque o fiz, mas atirei a cautela às urtigas e tentei manter-me alegre perante a adversidade", disse ao jornal The Sun. "Pensei que se a bomba fosse verdadeira não tinha nada a perder, de qualquer forma. Então aproveitei a oportunidade para me aproximar e vê-la melhor".

O britânico, que foi um dos últimos reféns a abandonar o avião desviado, conta que os passageiros que entraram em pânico quando se aperceberam da intenção de Seif Eldin Mustafa, o egípcio que transportava o alegado cinto de explosivos, acalmaram logo que o avião aterrou no aeroporto de Larnaca, em Chipre. Mustafa deixou sair as mulheres e crianças logo ao início, apesar de ter mantido o sequestro ao longo de quase seis horas.

Innes pediu a um membro da tripulação que fizesse a tradução e dirigiu-se então ao sequestrador egípcio, pedindo-lhe para tirarem juntos uma 'selfie'. Mas o momento em que os dois ficam sorridentes, lado a lado, acabou por ser captado por uma assistente de bordo.

Depois da fotografia, o passageiro regressou ao seu lugar e aguardou até que o sequestrador, finalmente, se fechou no cockpit. Nessa altura, Innes correu para fora do avião, tal como os poucos passageiros que ainda lá permaneciam. Mas, ainda durante o sequestro, não resistiu a usar o telemóvel e foi trocando mensagens de texto com a mãe.

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