Rainha da Jordânia responde a publicação do 'Charlie Hebdo' sobre o menino sírio afogado

O jornal satírico francês usou a imagem de Aylan Kurdi para criticar os media

O 'Charlie Hebdo', o satírico jornal francês que há pouco mais de um ano foi palco de um ataque terrorista, publicou um 'cartoon' onde prevê que Aylan Kurdi, o menino sírio de dois anos encontrado morto numa praia turca depois de tentar chegar à Europa com a família, iria tornar-se um abusador de mulheres quando crescesse.

O 'cartoon' surge após revelações de agressões sexuais levadas a cabo por grupos de migrantes na noite de ano novo na cidade alemã de Colónia. E ilustra um Aylan, já adulto, com ar de depravado, a correr atrás de uma mulher com a língua de fora e os braços esticados. Embora a imagem seja por algumas pessoas interpretada como uma crítica do jornal à velocidade com que os media passam dos estereótipos positivos aos negativos, a verdade é que despertou nas redes sociais uma enorme controvérsia.

Uma das pessoas que reagiram foi a rainha Rania da Jordânia. Na sua conta oficial do Twitter, a mulher do rei Abdullah II respondeu à publicação do jornal francês com a frase " Aylan podia ter-se tornado médico, professor ou um pai carinhoso". E partilhou um post de um cartoonista jordano, Osama Hajjaj, para ilustrar os seus pensamentos.

A tia de Alan Kurdy, atualemente a viver no Canadá, também afirmou, num post publicado naquela mesma rede social, que está enojada com o 'cartoon' do jornal francês e acusa o 'Charlie Hebdo' de desonrar o seu sobrinho.

O menino sírio ficou imortalizado numa fotografia que chocou o mundo. A imagem de Aylan Kurdi, inanimado numa praia da Turquia, tem sido usada nos últimos meses em publicações do 'Charlie Hebdo'.

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