Comandante de avião que se despenhou no Nepal ignorou controlador aéreo

"As primeiras investigações mostram que o capitão disse que se sentia confortável em aterrar na pista 02, apesar do controlador aéreo ter dito para não o fazer", disse o diretor geral do Aeroporto Internacional Tribhuvan

Uma investigação preliminar à queda, de um avião, esta segunda-feira em Katmandu, no Nepal, da qual resultaram 49 mortos, revelou "problemas de comunicação" entre a torre de controlo e os pilotos, segundo o diretor geral do Aeroporto Internacional Tribhuvan, Raj Kumar Chhetri.

Em conferência de imprensa, Chhetri indicou que a torre pediu ao piloto para aterrar pelo lado sul do aeroporto, na chamada pista 20, mas o piloto insistiu em entrar pelo lado norte, tomando a pista 02.

"As primeiras investigações mostram que o capitão disse que se sentia confortável em aterrar na pista 02, apesar do controlador aéreo ter dito para não o fazer", disse Chhetri.

"Isto levou ao choque depois de (o avião) derrapar para fora da pista", acrescentou.

O responsável do aeroporto indicou que a caixa negra do avião foi recuperada e que a verdadeira causa do acidente será conhecida após investigação mais aprofundada.

Segundo o mais recente balanço das autoridades nepalesas, 49 pessoas morreram e há 22 feridos na sequência da queda do avião, durante as manobras de aterragem, no aeroporto de Katmandu.

O avião, um Bombardier Dash 8, com matrícula S2-AGU que chegava a Katmandu procedente de Daca, despenhou-se no aeroporto internacional de Tribhuvan, cerca das 14:20 horas locais (08:35 horas em Lisboa), incendiando-se e gerando uma grande coluna de fogo.

Este foi o pior acidente nos últimos 25 anos no Nepal, país que sofreu várias sanções internacionais pela falta de segurança das suas companhias aéreas.

Na última década, foram registados pelo menos dez acidentes aéreos com avionetas ou aviões de pequenas dimensões no Nepal, contabilizando 125 mortos.

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