Quase todos os suspeitos da violência do Ano Novo em Colónia são estrangeiros

Primeiro relatório oficial sobre os acontecimentos em Colónia confirma que a maioria dos atacantes era imigrante

A quase totalidade dos suspeitos da violência, nomeadamente sexual, que grassou na noite de fim de ano em Colónia (Alemanha) era de origem estrangeira, sobretudo requerentes de asilo chegados recentemente ao país, revelou hoje o Governo alemão.

Segundo o ministro do Interior do Estado da Renânia do Norte-Vestefália, Ralf Jager, tanto as declarações das testemunhas como os relatórios da polícia local, em como as descrições da polícia federal, indicam que os suspeitos dos crimes então cometidos "são quase exclusivamente imigrantes".

"Existem muitos elementos que indicam que se trata de pessoas originárias da África do Norte e do mundo árabe. No atual estado das investigações, há também entre os suspeitos refugiados que chegaram [à Alemanha] no ano passado", disse Jager, ao apresentar um primeiro relatório sobre os acontecimentos em Colónia, que motivaram mais de 500 queixas na polícia.

Cerca de um milhar de homens reuniu-se na noite de São Silvestre defronte da estação ferroviária de Colónia, entre eles, muitos refugiados", sublinhou Jager.

Segundo o governante federal, os confrontos e as agressões, sobretudo de cariz sexual, foram cometidos antes de o local ter sido evacuado pela polícia. No entanto, a multidão acabou por voltar a reunir-se noutro local e cometeu novos atos de violência.

Jager admitiu, porém, que a ação da polícia foi "inaceitável", reconhecendo que as autoridades "só conseguiram entender a dimensão" dos acontecimentos" na manhã de 01 de janeiro.

Na semana passada, o chefe da polícia de Colónia foi suspenso de funções na sequência dos incidentes.

Hoje, ao apresentar o relatório preliminar, Jager salvaguardou a intenção de não estigmatizar os estrangeiros que, na sua opinião, terão servido os interesses da extrema-direita alemã.

"Estigmatizar um grupo (da população) como agressores sexuais e é não só um erro mas também perigoso. É isso que pretende a extrema-direita", sublinhou, salientando não ter "qualquer importância" se os suspeitos das agressões tenham passaporte árabe, africano ou alemão, se nasceram e viveram na Alemanha ou se acabaram de chegar ao país.

"Todos os homens são iguais perante a lei", asseverou.

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