Pyongyang avisa Trump para evitar "atitudes irresponsáveis"

E avisa que as declarações controversas de Trump são suscetíveis de provocar "um desastre nuclear no continente americano"

A Coreia do Norte avisou hoje Donald Trump para se abster de qualquer "ato irresponsável", no primeiro dia de uma viagem do Presidente norte-americano à Ásia, dominada pelas ameaças nucleares norte-coreanas.

Rodong Sinmun, o jornal do partido único no poder na Coreia do Norte, noticiou que certos norte-americanos defendem a destituição de Donald Trump e que as suas declarações controversas são suscetíveis de provocar "um desastre nuclear no continente americano".

O Presidente norte-americano, acrescenta o jornal, é "espiritualmente instável".

Em Tóquio, Trump preveniu, sem mencionar o país, que "nenhum ditador" deve subestimar "a determinação da América"

O titular da Casa Branca tem-se envolvido numa espiral de ameaças belicistas e de insultos pessoais com o dirigente norte-coreano Kim Jong-Un. Perante a assembleia geral da ONU, Trump ameaçou mesmo "destruir completamente" o regime.

O Rodong Sinmun evocou o senador republicano Bob Corker, que preside à Comissão dos Negócios Estrangeiros, bem como outras personalidades norte-americanas, reportando que acusam Donald Trump de agravar, sem razão, as tensões com a Coreia do Norte.

As tensões subiram de tom após o sexto ensaio nuclear realizado em setembro pela Coreia do Norte. O país multiplicou igualmente os disparos de mísseis, afirmando ser capaz de alcançar com fogo nuclear o continente americano.

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Elizabeth Warren tem um plano

Donald Trump continua com níveis baixos de aprovação nacional, mas capacidade muito elevada de manter a fidelidade republicana. A oportunidade para travar a reeleição do mais bizarro presidente que a história recente da América revelou existe: entre 55% e 60% dos eleitores garantem que Trump não merece segundo mandato. A chave está em saber se os democratas vão ser capazes de mobilizar para as urnas essa maioria anti-Trump que, para já, é só virtual. Em tempos normais, o centrismo experiente de Joe Biden seria a escolha mais avisada. Mas os EUA não vivem tempos normais. Kennedy apontou para a Lua e alimentava o "sonho americano". Obama oferecia a garantia de que ainda era possível acreditar nisso (yes we can). Elizabeth Warren pode não ter ambições tão inspiradoras - mas tem um plano. E esse plano da senadora corajosa e frontal do Massachusetts pode mesmo ser a maior ameaça a Donald Trump.