Protestos violentos em Atenas durante a visita de Obama

Presidente dos Estados Unidos faz a sua última visita externa à Grécia e à Alemanha

A visita de dois dias do ainda presidente norte-americano, Barack Obama, à Grécia ficou esta terça feira marcada por protestos nas ruas por cerca de sete mil manifestantes que entraram em confronto com a polícia.

Com palavras de ordem como "não precisamos de protetores" ou "yankees vão para casa", as manifestações tiveram o duplo propósito de reclamar contra a globalização e as medidas de austeridade do governo de Alexis Tsipras.

A questão dos nacionalismos foi precisamente abordada por Obama após a reunião com o chefe de Governo grego, em especial no contexto da eleição de Donald Trump para a Casa Branca e da vitória do Brexit no Reino Unido.

"Vamos ter de nos proteger contra a ascensão de um tipo de nacionalismo rude ou de uma identidade étnica ou tribalista que é construído em redor da noção 'nós' e 'eles'", declarou Obama, que fez ainda uma referência à líder da Frente Nacional (partido da extrema-direita), a francesa Marine le Pen.

O chefe de Estado norte-americano pediu no entanto que "não sejam feitos paralelismos" entre a líder da Frente Nacional e a primeira-ministra britânica, Theresa May, uma política conservadora "muito tradicional".

Sobre a escolha do seu sucessor, Obama referiu que "às vezes, as pessoas têm apenas vontade de tentar alguma coisa para ver se isso pode mudar tudo".

"E acredito que isso teve um papel importante" no resultado eleitoral do dia 08 de novembro, prosseguiu.

Depois de uma visita de dois dias à Grécia, Obama desloca-se à Alemanha, onde será recebido pela chanceler alemã, Angela Merkel.

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