Protestos na Catalunha já levaram à prisão preventiva de 24 pessoas

Um agente da polícia está hospitalizado em estado muito grave. Por entre pedidos de diálogo e críticas à violência, decorrem novos protestos em Barcelona.

Os protestos na Catalunha já levaram a que fosse decretada a prisão preventiva de 24 pessoas, na maioria dos casos por ataques a agentes da autoridade, ofensas físicas, dano e desordem pública. De acordo com informações prestadas por Fernando Grande-Marlaska, ministro do Interior, já houve 194 detenções, das quais 74 foram presentes a um juiz. Daqui resultaram os 24 presos enquanto os outros ficaram a aguardar julgamento em liberdade. O número de feridos já passa os 350, com 288 a serem polícias, Há um agente em estado muito grave.

Dos 24 detidos que estão em prisão preventiva por envolvimento nos distúrbios, 12 foram detidos em Barcelona, cinco em Lerida, dois em Tarragona e cinco em Girona, informam os jornais espanhóis. A maioria das pessoas que foram a tribunal foi detida pela polícia na capital catalã, concretamente 35.

O ministro interino do Interior, Fernando Grande-Marlaska, pediu novamente este domingo ao presidente da Generalitat, Quim Torra, uma condenação "eficaz, clara e sem nuances ou equidistâncias" da violência verificada na Catalunha. "Torra tem uma dívida com os catalães", disse. A autarca de Barcelona, ​​Ada Colau, propôs a Pedro Sánchez e ao Presidente da Generalitat que dialoguem com empatia, respeito e sem maximalismos. O líder catalão, Quim Torra, ligou novamente para Sanchez neste domingo, mas, garantem os media espanhóis, não conseguiu falar com ele.

Este domingo à tarde em Barcelona, ​​decorre um protesto convocado pelo movimento Picnic per la República, num protesto bem perto da Delegação do Governo na Catalunha. Já houve incidentes com manifestantes a atirarem sacos de lixo aos polícias, com as ruas a ficarem cheias de detritos.

Durante a manhã, o líder do Ciudadanos. Albert Rivera, defendeu, em Madrid, que "não há barricada que possa impedir um projeto como a Espanha". Rivera disse que todos os que desafiam a autoridade deviam ser presos.

Entre os polícias feridos, estão dois agentes da Polícia Nacional com ferimentos graves. Um terceiro agente permanece numa unidade de cuidados intensivos em estado muito grave devido a uma fratura na base do crânio que afeta duas vértebras e causa complicações respiratórias. A sua situação piorou devido a problemas pulmonares.

Juízes pedem respeito

As quatro associações judiciais espanholas manifestaram este domingo repúdio, em Madrid, perante os "graves e violentos distúrbios" ocorridos na Catalunha, e advertem que só com o respeito pela lei é possível garantir a convivência e liberdade no país.

Os distúrbios em Barcelona começaram na segunda-feira, depois de ter sido conhecida a sentença contra os principais políticos catalães responsáveis pela tentativa de independência, em outubro de 2017.

"As sentenças podem ser criticadas. A nossa Constituição garante a liberdade de expressão e de opinião. Mas todas, sejam elas tomadas pelo juiz da cidade mais pequena ao Supremo Tribunal, são sempre dignas de respeito e de cumprimento para todos, cidadãos e instituições", sustenta, em comunicado, a Associação Profissional da Magistratura (APM).

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