Progresso nas privatizações vai decidir se Atenas cumpre meta para 2018

Acordo entre o país e os credores permite concluir o processo até junho

O progresso em algumas privatizações "chave", até junho, vai determinar se a Grécia será capaz de cumprir a meta do resgate. O objetivo é arrecadar 2 mil milhões de euros (cerca de 2,45 mil milhões de dólares) em vendas de ativos estatais ainda em 2018, disse o chefe da agência de privatização do país (HRADF) esta quarta-feira.

As vendas de ativos têm sido um dos pilares principais dos três resgates internacionais do país desde 2010, mas a lentidão das vendas lentas significa que o valor arrecadado - 5 mil milhões de euros desde 2011 - é baixo, se comparado com a meta inicial de 50 mil milhões de euros. Os principais obstáculos têm sido a crise da dívida nacional, um setor público fortemente sindicalizado e uma burocracia massiva.

Aris Xenofos, o presidente executivo do HRADF, disse à agência Reuters que "o período até junho é crítico, vai mostrar se a meta de 2 mil milhões de euros é viável".

No âmbito do mais recente programa de resgate, a agência tem de lançar a venda de 30 por cento no Aeroporto Internacional de Atenas e alienar uma participação na sua maior refinaria de petróleo, a Hellenic Petroleum.

Ainda segundo Aris Xenofos, a demora no processo de avaliação por parte do órgão regulador da competição a nível europeu atrasou um acordo de 480 milhões de euros para prolongar a concessão do aeroporto por 20 anos, até 2046, uma condição para a venda da participação no maior aeroporto do país.

Por outro lado, a Hellenic Petroleum anunciou na quarta-feira que os seus principais acionistas, a Grécia e a Paneuropean Oil and Industrial Holdings chegaram a um acordo para a alienação de uma participação combinada de pelo menos 50,1% na refinaria, por intermédio de uma oferta internacional.

O governo de esquerda foi eleito em 2015, numa plataforma de forte resistência às privatizações, mas foi obrigado a implementar um ambicioso programa de venda de ativos, com o objetivo de assinar o seu terceiro pacote internacional de ajuda financeira.

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