Príncipe herdeiro de emirado do Golfo encontrado morto em Londres

Khalid Al Qasimi, de 39 anos e herdeiro do emirado de Xarja, o terceiro maior dos Emirados Árabes Unidos, foi encontrado morto em Londres, onde trabalhava como estilista de moda, confirmou esta quarta-feira a polícia britânica que não adiantou detalhes sobre as circunstâncias da morte.

Khalid Al Qasimi, o segundo filho e herdeiro do xeque Mohammed Al Qasimi, líder do emirado de Xarja, o terceiro maior do país, trabalhava como criador de moda e o seu corpo foi encontrado sem vida na segunda-feira, quando os serviços de emergência foram chamados à morada do apartamento, no bairro de Knightsbridge.

A polícia metropolitana de Londres investiga agora as causas da morte, depois de a autópsia, realizada na terça-feira, não ter sido conclusiva.

O estilista fundou a sua marca de moda em 2016, com o nome de Qasimi, e apresentou, com sucesso, as suas coleções em desfiles nas Semanas da Moda de Londres e Paris.

Os Emirados Árabes Unidos decretaram três dias de luto, com as bandeiras a meia haste, em memória do príncipe xeque Khalid bin Sultan Al Qasimi. "O presidente, Sua Alteza o xeque Khalifa bin Zayed al Nahyanm lamenta a morte do xeque Khalid bin Sultan Mohammed al Qasimi, filho do dirigente de Xarja, rezando a Alá Todo-Poderoso para que a sua alma descanse em paz e para que dê paciência e consolo", pode ler-se num comunicado emitido pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros dos Emirados Árabes Unidos.

O príncipe herdeiro de Xarja mudou-se para o Reino Unido quando tinha nove anos e, depois dos estudos na cidade de Tonbridge, frequentou a University College de Londres. Continuou o seu percurso em arquitetura e moda na universidade de artes Saint Martins Central.

Khalid al Qasimi foi notícia na semana passada quando se envolveu numa polémica em torno de uma T-shirt para a sua coleção de outono/inverno 2017 que foi copiada pela marca Vetements no desfile da sua coleção de primavera/verão 2020 em Paris. A T-shirt, que tinha a inscrição "Don't shoot" - Não disparem - em árabe, francês e inglês era muito semelhante às usadas pelos jornalistas em 1982 durante a incursão israelita no Líbano.

A sua morte surge 20 anos depois da do irmão mais velho, xeque Mohammed bin Sultan bin Mohammed al Qasimi, ter morrido de overdose aos 24 anos na casa da família em East Grinstead em 1999.

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